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27
OUT
Preço da soja registrou alta na última semana, aponta o Cepea

Raphael Salomão
Globo Rural

O preço da soja acumulou valorização na última semana, de acordo com os indicadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Em nota divulgada nesta segunda-feira (26/10), os analistas consideram que os produtores ficaram fora do mercado diante da valorização do dólar, o que favoreceu as cotações do grão.

Entre os dias 19 e 23 de outubro, o indicador com base no corredor de exportação de Paranaguá (PR) registrou alta de 1,37%, passando de R$ 81,95 para R$ 83,08 a saca de 60 quilos. Mas não foi suficiente para reverter o acumulado do mês, que é de queda de 1,39%. A situação verificada em outubro é contrária à de setembro, quando houve alta de 8,54%, com a cotação passando de R$ 77,62 para R$ 84,25 a saca.

Também na última semana, o indicador do Cepea com base na média dos negócios no estado do Paraná aumentou 0,57%, chegando a R$ 78,96 a saca de 60 quilos na sexta-feira (23/10). No acumulado do mês de outubro, esta referência ainda tem alta de 0,13%, mas o ritmo é bem menor que o de setembro quando houve uma elevação de 8,02%, de R$ 73 para R$ 78,86 a saca de 60 quilos.

“Com boa parte da produção da temporada 2015/2016 já comprometida, vendedores voltam as atenções ao cultivo da nova safra”, informa a nota do Cepea. “No Sul do Brasil, as precipitações da última semana foram menos intensas e, com isso, produtores conseguiram avançar com os trabalhos de campo. No Centro-Oeste, onde o clima estava seco, precipitações em algumas regiões e previsões de chuvas em outras animaram sojicultores”, acrescenta, o comunicado.

Consultorias privadas estimam que o plantio da soja no Brasil tenha chegado a 20% da área estimada até o fim da semana passada. Destacam que o ritmo do trabalho de campo supera o do mesmo período no ano passado, mas ainda está abaixo da média, considerando os últimos cinco anos.

Para o consultor Flávio França Junior, os 20% da última semana representaram um avanço de 8 pontos percentuais em relação à anterior, quando as plantadeiras tinham passado por apenas 12% da área. Nesta mesma época na safra passada, 16% tinham sido semeados. A média dos últimos cinco anos é de 21%.

“O registro de algumas chuvas isoladas nessa a região mais seca permitiu alguma evolução no processo. E a meteorologia segue chamando chuvas sobre a região central, norte e nordeste nesses próximos dias, o que deverá permitir o início efetivo da semeadura também nesses estados onde o fluxo está atrasado”, diz.

Acomodação

Na avaliação da consultoria Parallaxis, a tendência até o fim deste mês é de acomodação nos preços da soja, ainda que devam se manter em níveis mais altos que os de 2014. A empresa projeta que a soja termine outubro com uma cotação média de R$ 81,04, tomando Paranaguá como referência. Novembro também deve ser de baixa, com média projetada em R$ 79,73 a saca.

Na avaliação dos consultores, a colheita da soja nos Estados Unidos é um importante ponto de pressão sobre os preços. O Departamento de Agricultura do país (USDA) deve atualizar os dados nesta segunda-feira (26/10). No mais recente relatório de acompanhamento de safra, divulgado no dia 19, o trabalho chegou a 77% da área, acima do registrado no ano passado (51%) e da média dos últimos cinco anos (68%).

Com base em dados do próprio USDA, a Parallaxis lembra ainda que a demanda, mesmo se mantendo aquecida, deve ser menor do que a oferta global do grão. A consequência é a elevação dos estoques, fator que também pode ser desfavorável para os preços. Só na safra 2014/2015, as reservas passaram de 62,7 milhões para 78 milhões de toneladas. Nesta safra, devem chegar a 85,1 milhões.

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