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OUT
Safra de grãos pode chegar a 213 milhões de toneladas

Raphael Salomão e Venilson Ferreira
Globo Rural

A safra brasileira de grãos 2015/2016 pode superar os 213 milhões de toneladas. A projeção foi divulgada nesta sexta-feira (9/10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Se este volume for confirmado, seria um crescimento de 1,7% em relação ao ciclo 2014/2015, cujo cálculo foi revisado de 209,478 milhões para 209,839 milhões de toneladas.

Foi o primeiro levantamento relativo à safra nova que está em fase inicial de plantio, já considerando as culturas de verão e de inverno. No relatório, a Companhia faz as estimativas que apresentam um limite superior e inferior. Se, na melhor das hipóteses, a produção chega a 213,466 milhões de toneladas, na pior, chega a 210,311 milhões, praticamente estável em relação a 2014/2015 (+0,2%).

Principal cultura do agronegócio brasileiro, a soja deve render mais de 100 milhões de toneladas pela primeira vez na história. Segundo a Conab, a colheita deve ficar entre 100,074 milhões e 101,911 milhões de toneladas. No cenário mais otimista, a produção cresce 5,9% em relação ao ciclo 2014/2015.

“O leve atraso na colheita da safra americana, junto com as irregularidades do clima na América do Sul e principalmente o aumento na taxa interna de câmbio provocaram a recuperação dos preços nos três últimos meses de 2015, coincidindo com o período de plantio da oleaginosa no país. A continuada intenção dos produtores em aumentar a área plantada deriva da sustentação dada por essas cotações que compensaram a queda dos preços internacionais ocorridos com o produto”, diz o relatório.

O maior plantio da soja voltará penalizar a cultura do milho, que deve diminuir. Somadas primeira e segunda safras, as lavouras do cereal devem render de 82,624 milhões (-3,3%) a 83,592 milhões de toneladas (-2,2%). A temporada 2014/2015 fechou em 84,456 milhões. O plantio de verão 2015/2016 deve variar, nas estimativas da Conab, de 27,996 milhões a 28,964 milhões de toneladas. A segunda safra deve ser de 54,628 milhões.

O arroz é outro grão que deve perder espaço nas lavouras brasileiras. A Conab projeta uma queda de produção entre 1,9% e 3,9% na comparação com a safra 2014/2015 (12,448 milhões de toneladas). A colheita da safra 2015/2016 deve ficar entre 11,961 milhões e 12,216 milhões de toneladas.

“No Rio Grande do Sul, maior estado produtor do cereal que na safra 2014/2015 representou quase 70% da produção brasileira, há indicativo de redução da área plantada e nas produtividades, que por consequência, afetam a produção total”, diz a Conab.

Já o volume de feijão deve aumentar em relação à temporada 2014/2015, quando a colheita ficou em 3,185 milhões de toneladas. Somadas as três safra anuais, a Conab acredita em uma produção de 3,228 milhões (+1,4%) a 3,258 milhões de toneladas (+2,3%). No cenário de maior volume, a primeira safra pode chegar a 1,177 milhão, a segunda a 1,271 milhão e a terceira a 809,7 mil toneladas.

A produção de algodão em caroço deve variar entre 2,356 milhões (-0,2%) e 2,410 milhões de toneladas (+2%). A de algodão em pluma, de 1,529 milhão (-0,2%) a 1,564 milhão de toneladas (+2,1%).

Entre as culturas de inverno, a estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento apenas repete os números do relatório anterior, último referente à safra de 2015. Ao todo, devem ser colhidos 7,541 milhões de toneladas de grãos como trigo, aveia, centeio e cevada. Na principal das culturas de inverno, o trigo, a produção estimada é de 6,652 milhões de toneladas.

Área

Com relação à área a ser plantada com grãos no Brasil, a Conab trabalha com um cenário de estabilidade a um aumento de até 1,5% em relação ao registrado na safra passada. A projeção varia de 58,164 milhões a 59,024 milhões de hectares.

Entre as principais culturas, o avanço mais expressivo deve ocorrer na soja. Os agricultores devem reservar de 32,643 milhões (+1,7%) a 33,243 milhões de hectares (+3,6%) para as sementes da oleaginosa. O milho deve perder de 1,7% a 2,7% de área neste ano-safra. Contando a primeira e a segunda safras, devem ser semeados de 15,401 milhões a 15,560 milhões de hectares.

“Prevalece a tendência observada nos últimos anos, de recuo na intenção de plantio desta cultura, a qual deve perder espaço para a soja. Os motivos para tal redução são vários, mas a menor rentabilidade, os altos custos e maior risco de produção são os mais citados. Por outro lado, a melhoria dos preços do grão nas últimas semanas pode influenciar alguns produtores que ainda não tomaram a decisão de investir na cultura, principalmente os que possuem menor área e aqueles que buscam implementar a rotação de culturas”, informa a Companhia.

A cultura do arroz deve ter uma redução de 1% a 3,2% na área plantada em relação ao ciclo 2014/2015. A projeção da Conab varia de 2,22 milhões a 2,271 milhões de hectares. Já o feijão, na melhor das hipóteses, deve ter um ganho de 0,3% em área. Somadas as três safras, pode chegar a 3,043 milhões de hectares.

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