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07
OUT
Céleres mantém estimativa de área para soja 2015/2016 em 2,3% superior

Estadão Conteúdo

A consultoria Céleres mantém, em seu 3º levantamento da safra 2015/2016, projeção de área para a soja no Brasil de 32,2 milhões de hectares, aumento de 2,3% em relação à temporada passada. A produtividade estimada é de 3,02 toneladas por hectare, 1,2% menor que em 2014/2015, o que aponta para uma produção de 97,08 milhões de toneladas, 1,2% superior à da safra anterior.

"Vale ressaltar que diante dos custos mais altos nesta temporada e da perspectiva baixista para as cotações em 2016, a ampliação de área na temporada 2015/2016 deva ser bastante criteriosa", diz a Céleres em relatório divulgado nesta terça-feira (6/10). "É fundamental que o sojicultor brasileiro tome cuidado com os possíveis riscos e custos de aberturas de novas áreas e preocupe-se, primeiramente, com a eficiência produtiva nas áreas já consolidadas."

Exportações

Por causa do dólar valorizado, a Céleres revisou para cima sua expectativa em relação às exportações brasileiras de soja em 2015. O volume deve atingir 50,7 milhões t, aumento de 3% em relação à última estimativa. "A Céleres tem um entendimento neutro para o mercado interno, tendo em vista um quadro de oferta e demanda mais ajustado em 2016, o que, a depender também do câmbio, poderá contribuir com preços mais firmes no segundo semestre do próximo ano."

Plantio

Ainda segundo o relatório, o plantio da nova safra atingia na última sexta-feira (2/10) 3% da área projetada, "em linha com o observado no ano passado".

Algodão

A consultoria Céleres manteve a projeção para a área a ser semeada com algodão no Brasil na safra 2015/2016. Deve ser de 1,01 milhão de hectares, incremento de 1,8% em relação à temporada passada. A estimativa de produção da pluma também foi mantida em 1,64 milhão de toneladas, alta de 7% ante 2014/2015. A produção de caroço deve totalizar 2,54 milhões de toneladas, a partir de uma produtividade 5,1% maior, de 1,62 tonelada por hectare.

A Céleres avaliou que os preços no mercado interno devem ser sustentados pela desvalorização do real, que compensa a queda das cotações internacionais da fibra. Cita o indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), que na última sexta-feira (2/10) fechou a R$ 2,34 por libra-peso, aumento de 3% em um mês.

Milho

Em seu terceiro acompanhamento de safra 2015/2016, divulgado neste terça-feira (6/10) a consultoria Céleres reafirmou que a área plantada com milho verão no Brasil deve ser 2% menor do que a do ciclo passado, atingindo 5,89 milhões de hectares. A queda é atribuída, principalmente, à maior rentabilidade de outras culturas, como a soja. De acordo com o relatório, o plantio de milho verão no Sul do País atingia 25,9% da área prevista (1,91 milhão de hectares) na última sexta-feira (2/10).

Segundo a Céleres, as outras regiões brasileiras ainda esperam mais umidade para iniciarem os trabalhos de campo. A consultoria ressaltou, ainda, que os preços do milho no mercado doméstico seguem sustentados pela desvalorização do real e pelos avanços das cotações internacionais. A Céleres aponta que o valor médio da saca de 60 quilos negociada no porto de Paranaguá (PR) na última sexta-feira ficou em R$ 34,30, aumento de 7,3% em relação ao mês passado.

Ainda conforme a consultoria, com base nos line-ups nos portos, as exportações atingirão 24 milhões toneladas em 2015. A consultoria também manteve, pela segunda vez consecutiva, as demais projeções feitas no início de agosto. A produtividade da safra verão deve ser 1,8% maior (5,24 toneladas por hectare), com colheita de 30,86 milhões de toneladas.

Em relação à safrinha 2016, o plantio deve alcançar 9,64 milhões de hectares, avanço de 4,4% em relação à área plantada este ano. A produção deve ser de 57 milhões/t (+3,2%), com uma produtividade média de 5,92 t/ha.

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