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19
AGO
Cafeicultores criam associação para melhorar produção de café em MG

G1 Sul de Minas

Cafeicultores de uma comunidade rural de Alfenas (MG) se uniram para melhorar a produção. Eles criaram uma associação e compraram uma máquina de beneficiamento do grão e com isso conseguiram, além de reduzir os custos, garantir mais qualidade ao café. O equipamento foi adaptado em um caminhão e é transportado de fazenda em fazenda para o uso dos agricultores.

A associação começou em 1996, com um trator doado. Hoje, ela possuiu 12 equipamentos, como roçadeira, bomba de pulverizar, carreta, entre outros. Os 40 associados pagam um valor menor pelo aluguel das máquinas e o dinheiro é usado para a manutenção e melhoria dos serviços. Atualmente, durante a época de colheita, um caminhão está sempre rodando as propriedades rurais, transportando uma máquina adaptada, que faz o beneficiamento do grão.

Quem não tem o equipamento na fazenda paga pelo serviço, mas, com tanta gente para atender, nem sempre é fácil contratar o veículo. Já quem pertence à associação de produtores rurais não tem dificuldades, como é o caso do agricultor José Terra. “É bom, e evita de pagar”, disse.

Além de beneficiar o café, a máquina ambulante tornou-se uma grande aliada dos pequenos produtores rurais da comunidade de Mandassaia, em Alfenas (MG). Como o equipamento custa caro, os agricultores se uniram para comprar o veículo, já que antes eles dependiam de fazendas vizinhas para fazer este trabalho. Agora, até a palha do café, usada na adubação das lavouras, fica para os produtores. “Se está com um lote de café que não está bom, pode chamar a máquina e limpar ele”, disse o produtor Geraldo Monteiro.

A informação é complementada pelo presidente da Associação de Produtores Rurais de Mandassaia, Lézio Lino da Silva. “Ajuda demais na época de limpeza do café”.

O caminhão adaptado custa cerca de R$ 40 mil. O agricultor familiar, João Carlos Martins, acredita que a associação facilitou a vida de quem não tem condições de investir no equipamento. “O pequeno produtor evita de ter que entrar em dívidas e tudo mais”, comentou.

Segundo o técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Sebastião Homera Vieira, a associação traz, além da economia, o acesso a novas tecnologias. “Com esses equipamentos, estão melhorando demais a qualidade do café, além da economia”, destacou.

E os produtores já estão se programando para investir em um novo equipamento no próximo ano. É importante destacar que o serviço de beneficiamento do café também é oferecido aos cafeicultores não associados, mas o valor é maior. “Queremos comprar um secador de café”, disse o presidente Lézio.

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