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22
JUL
Importações chinesas de milho disparam em junho

Globo Rural

Um forte aumento nas importações chinesas de milho no mês passado colocou novamente em evidência o interesse da China pelo grão e mostrou como as autoridades do país reformularam suas rotas de abastecimento alimentar para diminuir a dependência dos Estados Unidos.

Em junho, as importações de milho totalizaram 872.919 toneladas, um aumento de quase 30 vezes em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira, 21, pelo Departamento de Alfândegas do país asiático.

No primeiro semestre deste ano, a China importou 2,65 milhões de toneladas do grão, quase o dobro do volume de igual período de 2014. Caso o ritmo seja mantido, a China pode registrar em 2015 sua maior importação do grão.

Por volta de 2010, parecia que a China estava prestes a se tornar o maior importador mundial de milho, com uma classe média ávida por proteína de animais alimentados com o grão e seus subprodutos.

Em 2012, a China passou de um player sem grande importância para o sexto maior comprador de milho do planeta. Em seguida, caiu para o 13º lugar. Preocupações estratégicas explicam em parte essa queda. Os EUA, o maior exportador mundial do grão, fornecia uma enorme quantidade de milho para a China.

Esse alto nível de dependência produzia consternação nos círculos políticos chineses, ao evidenciar que a China estava perdendo sua autossuficiência. Aos poucos, no entanto, os chineses foram percebendo que esse não era um bom motivo para o país deixar de importar, e que nunca poderiam depender exclusivamente de sua própria produção.

As importações chinesas voltaram a crescer, mas a maior parte do milho agora vem da Ucrânia. No primeiro semestre, o volume importado do país do Leste Europeu foi 852% maior que o do mesmo período do ano passado. Entre janeiro e junho deste ano, a Ucrânia foi a fonte de 88% do milho importado pela China.

Agora, a China tem entre seus fornecedores países que antes exportavam volumes muito pequenos para o país asiático, como Rússia, Bulgária, Mianmar e Laos. A China também assinou acordos com Ucrânia, Rússia, Brasil e outros países, para garantir uma base maior de fornecedores. Há cinco anos, os EUA forneceram 97% do milho importado pela China.

Nos seis primeiros meses de 2015, essa fatia foi de apenas 3,8%. Também não ajudou o fato de a China ter rejeitado, a partir do final de 2013, vários carregamentos de milho norte-americano devido à presença de uma variedade transgênica que na época ainda não tinha sido aprovada por Pequim.

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