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10
JUN
Conab vê leve alta na safra de café arábica em 2015 e queda no robusta

Reuters

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou nesta terça-feira (9) a safra brasileira de café em 2015 em 44,28 milhões de sacas, muito perto do limite inferior da faixa da estimativa de janeiro, que havia sido de 44,11 milhões a 46,61 milhões de sacas. O resultado foi influenciado por uma leve alta na estimativa para o café arábica e uma redução expressiva na expectativa para a variedade robusta.

Pelos cálculos da Conab, a nova safra de café do Brasil, que está começando a ser colhida, ficaria abaixo dos 45,34 milhões de sacas de 2014, redução de 2,3%.

Para o café arábica, o órgão ligado ao Ministério da Agricultura projetou colheita de 32,9 milhões de sacas, ante uma faixa de 32,5 milhões a 34,4 milhões de sacas do relatório de janeiro. O volume representaria uma alta de 1,9% ante os 32,3 milhões de sacas de 2014. A produção de café arábica corresponde a 74,3% do volume produzido no país.

Em Minas Gerais, principal produtor de arábica do país, houve uma alta de mais de 4% na estimativa de 2015 ante 2014.

A Conab lembrou que ocorreu, em linhas gerais, uma inversão da bienalidade de produção na safra 2014 em Minas, após uma forte seca.

A alta em 2015, segundo a agência, deve-se à "expansão projetada para a região da Zona da Mata Mineira e para algumas microrregiões cafeeiras do sul de Minas, que apresentam bienalidade invertida com relação ao Estado, e encontram-se, portanto, em período de bienalidade alta".
Segundo a Conab, o clima vem sendo favorável para os cafezais de Minas.

"Desde fevereiro vêm ocorrendo chuvas frequentes que prolongam-se até maio, e que têm sido bastante benéficas, visto que favoreceram a retenção da carga e a granação do café e as lavouras encontram-se bem enfolhadas, viçosas, em bom estado nutricional e fitossanitário", disse a Conab em seu relatório.

Robusta

Para o café robusta, que tem sua produção concentrada no Espírito Santo, a Conab estimou colheita de 11,35 milhões de sacas, abaixo da faixa de 11,61 milhões e 12,21 milhões de sacas da projeção de janeiro. Deverá haver também uma queda de 13% na colheita de robusta na comparação com 2014.

"Registra-se que o déficit hídrico, elevadas temperaturas e grande insolação em dezembro de 2014, janeiro e fevereiro de 2015, período de formação e enchimento de grãos, levaram a má formação dos grãos, grãos menores e mais leves", disse a Conab a respeito do clima no Espírito Santo.

A Conab destacou que suas estimativas de produção da safra 2015 ainda são preliminares, visto que houve um atraso na frutificação e maturação dos grãos, em decorrência das condições climáticas ao longo do ano safra, que retardaram o início da colheita no país.

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