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02
JUN
Caminhos do café é atração turística em Minas Gerais

Daniela Castro
A TARDE

Nas primeiras horas do dia, depois do almoço ou naquele lanchinho do fim da tarde. A presença do café no nosso dia a dia é tão corriqueira que pouca gente se ocupa em perguntar: de onde vem?
A busca pela resposta pode levar a uma rápida e insossa pesquisa no Google. Ou a uma deliciosa viagem lá para as bandas de Minas Gerais, campeão de produção no Brasil.

Mas esqueça a capital. A proposta é passar uns 400 quilômetros ao largo de Belo Horizonte. O destino é Carmo de Minas, com seus menos de 14 mil habitantes.

Localizado a aproximadamente 1.200 metros de altitude, o município goza de solo fértil e um microclima influenciado pela Serra da Mantiqueira, que deixa a temperatura em torno dos 18 graus.
Especial

São as condições ideais para o cultivo de espécies como Catuaí, Acaiá, Mundo Novo. Além do Bourbon, cuja versão amarela é cobiçada por 10 entre 10 produtores de cafés gourmet.

Só para citar um exemplo, a Nespresso importa matéria-prima de 112 propriedades da região, para a produção dos cafés especiais que são fabricados na Suíça e vendidos em todo o mundo, em forma de cápsulas.

Uma dessas propriedades é a Fazenda do Serrado, que tem 25 dos seus 59 hectares dedicados ao plantio do café - um hectare equivale a dez mil metros quadrados.

A propriedade é comandada por José Antônio Carneiro Pereira, de 49 anos. Ele representa a quarta geração de uma família que dedicou a vida ao café.

"Temos o maior respeito por isso aqui. Tem muita gente que só conhece o café na xícara, a gente conhece desde o plantio. Essa lavoura aqui tem 32 anos e quem plantou fui eu", orgulha-se.

Não muito longe dali está outro reduto da família Pereira, a fazenda Sertão. Esta é bem maior, com 851 hectares, 246 ocupados por cafezal.

Sob o comando de Nazareth Pereira, a casa recebe os visitantes para uma viagem ao passado. Há cerca de quatro anos, foi instalado ali um pequeno museu que conta, através de objetos e documentos, mais de um século de história.

Mas isso já é quase o fim do passeio. "Tudo começa pela lavoura. Ao longo do percurso temos paradas para falar sobre manejo e preservação. Depois tem a parte da secagem das sementes", explica Adalberto de Andrade, responsável pela Rota do Café Especial.

O roteiro pode incluir, ainda, uma passagem pela fazenda IP, onde a expedição em busca das origens do café pode incluir um inusitado passeio de balão. Mas esse assunto merece um capítulo à parte.

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