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24
MAI
Em mais um dia de correção, soja fecha com mais de 20 pts de queda

A soja encerrou mais um dia com significativas baixas na Bolsa de Chicago. Os futuros passaram novamente por uma forte correção e encerraram os negócios desta quarta-feira com perdas de mais de 20 pontos em seus principais vencimentos. Muitos são os fatores que influenciam o mercado neste momento. Entre eles está o momento ruim do macrocenário, a incerteza climática nos Estados Unidos e também a notícia do cancelamento de compras de soja por parte da China.

Sobre o mercado financeiro, a preocupação com a Grécia voltou a ditar o rumo dos negócios e voltou a gerar um nervosismo entre os investidores. O foco dos negócios foi a falta de novidades e medidas concretas que possam amenizar os temores sobre o futuro da economia grega e também da Zona do Euro.

Para esta quarta-feira (23), está prevista uma reunião de cúpula entre os líderes da União Europeia como tentativa de conter a crise no continente. Porém, primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, já chegou a afirmar que nenhuma decisão será tomada hoje e esse encontro servirá apenas como um momento de análise de pontos de vista.

Segundo trouxe uma matéria no site do Estadão, os chefes de estado do bloco econômico vão reafirmar o compromisso de proteger a estabilidade financeira na Zona do Euro e vão expressar o desejo de ver um novo governo na Grécia que continue implementando as duras medidas de austeridade e o programa de reforma.

O ambiente tenso e incerto faz com que os investidores continuem se afastando cada vez mais do risco, deixando suas posições em ativos mais voláteis - como as commodities agrícolas - e caminhando em direção ao dólar e aos títulos do tesouro dos Estados Unidos e da Alemanha.
Estes movimentos de saída dos fundos do mercado trazem ainda mais pressão negativa para as cotações e analistas de mercado acreditam que essa instabilidade deverá continuar nos próximos dias, até que haja uma definição mais concreta sobre a situação da economia europeia.

Já sobre o clima nos Estados Unidos, a situação também é de incerteza. No momento, as condições climáticas são favoráveis aos trabalhos de campo nos EUA e ja permite índices recordes de plantio neste início de safra.

Porém, até que se tenham números mais concretos e o tamanho do próximo ciclo de produção norte-americano o mercado enfrentará mais dias de volatilidade. A influência do weather market (mercado climático), portanto, mostra-se cada vez mais presente. Esse cenário de boas previsões acaba estimulando uma retirada dos prêmios de risco climático por parte dos investidores, o que também atua como fator negativo para o mercado.

Paralelamente, a notícia de que a China cancelou compras de soja com entregas para o próximo mês também pressionaram os preços. Segundo informações da agência da Dow Jones, traders afirmam que esse movimento reflete os temores de que a recente baixa dos preços, que reduziu as margens de esmagamento, contninue por mais algum tempo.

Frente a margens negativas, os processadores da China perderam, por tonelada, cerca de 100 yuans (US$ 15,7836) por tonelada de soja nos preços atuais. Desde 1º de maio, as cotações da oleaginosa já registram uma queda de 10% na Bolsa de Chicago, e os valores de importação da no mercado doméstico caíram de cerca de 4,600 yuans/t no início do mês para 4.300 yuans/t (US$ 1 = 6,32850 yuans).

Esse movimento baixista, portanto, acabou pesando sobre o mercado doméstico chinês, pressionando, principalmente os preços do farelo e do óleo, fazendo com que o esmagamento da oleaginosa comprada anteriormente representasse prejuízos para a maioria dos processadores.

Milho - Mais uma vez na contramão da soja, o milho encerrou a quarta-feira com os preços em alta na Bolsa de Chicago. Os futuros do cereal reverteram a abertura negativa dos negócios e conseguiram fechar o dia do lado positivo da tabela.

A demanda elevada, por parte da China e de demais players, no curto prazo está dando suporte ao mercado no momento, segundo explicou o analista de mercado Carlos Cogo, da Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica. Porém, mais adiante, a situação deverá se inverter caso se confirme a produção recorde nos Estados Unidos.

Trigo - O trigo, por outro lado, também fechou com baixas de dois dígitos, assim como a soja. Segundo analistas, o mercado do grão refletiu a previsão de chuvas na Rússia, na China, na Austrália e nos Estados Unidos.

Estas nações são importantes produtoras de trigo e, na semana passada, as cotações registraram boas altas em função da seca que castigavam suas lavouras. O mau humor do financeiro atuou como catalisador das baixas em Chicago nesta quarta-feira.

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes 

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