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08
MAI
Governo mantém preço mínimo do café arábica e reajusta o do robusta

Estadão Conteúdo

O Ministério da Agricultura divulgou nesta quinta-feira (7/5) os novos preços mínimos de garantia do café arábica e conilon para safra 2015, cuja colheita se inicia nas principais regiões produtoras brasileiras. O valor do café arábica foi mantido em R$ 307,00 a saca de 60 kg. O preço mínimo do café conilon subiu 7,02%, de R$ 180,80 para R$ 193,54 a saca.

Os valores foram publicados na edição de desta quinta-feira do Diário Oficial da União (DOU), por meio da Portaria número 94, assinada pela ministra da Agricultura, Kátia Abreu. A vigência dos preços mínimos vai de abril deste ano até abril de 2016.

O café arábica considerado na portaria é o tipo 6, bebida dura para melhor, com até 86 defeitos, peneira 13 acima, admitido até 10% de vazamento e teor de umidade de até 12,5%. O preço mínimo do café conilon é válido para o produto tipo 7, com até 150 defeitos, peneira 13 acima, e teor de umidade de até 12,5%.

Decepcionante

O presidente executivo do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro, considerou decepcionante o preço mínimo do café arábica para a safra 2015, em fase inicial de colheita. "Infelizmente, o preço mínimo do café arábica foi mantido em R$ 307 por saca de 60 kg", comentou ele. Com relação ao valor do café robusta, cujo valor foi aumentado em 7,02%, para R$ 193,54 por saca, frente aos R$ 180,80 anteriores, Silas Brasileiro avaliou que o avanço "corrige um pouco a defasagem existente".

O dirigente acrescentou que "o CNC continuará trabalhando junto ao governo federal para que os preços mínimos sejam o mais próximo possível da realidade do campo e para que o setor produtivo tenha a implementação de políticas públicas pró-ativas e embasadas em cotações mínimas condizentes com o dia a dia do cafeicultor em suas lavouras."

Ele observou que o governo pretende traçar comparativos entre a metodologia oficial, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com as utilizadas pelo setor privado, de instituições como o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), Universidade Federal de Lavras (Ufla/MG), entre outras, "para se ter uma melhor apuração dos reais custos de produção e conduzir o preço mínimo da variedade para valores mais próximos à realidade".

Segundo Brasileiro, o assunto foi discutido em audiência com a ministra da Agricultura, Kátia Abreu. Ele lamentou, no entanto, que, "infelizmente, também isso só será possível para a próxima safra".

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