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12
JAN
Incerteza sobre clima leva a valorização do café

Globo Rural

Informações sobre tempo seco, poucas chuvas e calor acima da média neste início de anos foram os principais fatores que direcionaram a decisão dos operadores do mercado de café na bolsa de Nova York, principal referência de preço do arábica no mundo. De acordo com o Escritório Carvalhaes, todos os pregões desta semana foram de alta, corrigindo as desvalorizações ocorridos no final do mês de dezembro.

“Estressados depois de 10 meses de seca em 2014, os cafezais do sudeste brasileiro começam o ano com muito calor e chuvas esparsas. Novembro e dezembro acabaram revelando uma estação chuvosa mais fraca e não há previsão de chuvas importantes para os próximos 15 dias nas principais regiões produtoras de café”, avalia a empresa em informe semanal.

No mercado futuro internacional, o contrato de março de 2015 iniciou a semana fechando a US$ 1,6810 por libra-peso. Nesta sexta-feira, a cotação bateu US$ 1,8005, com uma alta de 315 pontos em uma sessão em que a máxima do dia atingiu US$ 1,8385. O spread entre os contratos é positivo, com preço para setembro apontando US$ 1,87, ainda que com menor volume de negócios.

O mercado futuro brasileiro sentiu esse movimento e acompanhou lá fora. Na BM&Fbovespa, a semana começou com a saca do arábica cotada a US$ 205. Na sexta-feira, o pregão fechou a US$ 220, com uma variação de 0,96%. Na máxima do dia, a cotação chegou a US$ 222,95.

O movimento nas bolsas ajudou nos negócios no mercado físico brasileiro, destaca o Escritório Carvalhaes. Ainda que preocupados com os custos e com certa procedência nas operações, ocorreram vendas de lotes de café de boa qualidade com valores acima de R$ 500 a saca de 60 quilos.

“(Os cafeicultores) sabem que a produção brasileira de café em 2015 no máximo repetirá a de 2014 e que se tivermos um verão com chuvas abaixo da média para esta época do ano teremos uma quebra ainda maior e também reflexos na safra 2016”, informa a empresa.

Na próxima terça-feira (13/1), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulga o fechamento da colheita de 2014 e as primeiras estimativas para a safra de 2015. Na avaliação do Escritório Carvalhaes, os números devem mostrar que o Brasil não deve ter café suficiente para repetir os recordes do ano passado.

Na sexta-feira (9/1), o IBGE divulgou suas projeções para 2015. A expectativa é de uma colheita de 32,3 milhões de sacas de 60 quilos de arábica. "Embora 2015 seja um ano de “baixa”, sua produção deve superar a de 2014, que amargou perda de 15,6% frente a 2013". Para o conilon, a projeção é de 13,1 milhões de sacas neste ano.

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