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17
MAI
Com cinco berços lotados, fertilizante flutua no mar

O congestionamento de navios carregados com fertilizantes na baía de Paranaguá está atravancando a chegada de adubo no campo. Até o meio da tarde desta segunda-feira (14), dos 45 navios que aguardavam autorização para atracar no porto, 18 traziam matérias-primas para a safra que vem. Algumas dessas embarcações entraram na fila há mais de 20 dias e, de acordo com fontes do setor, a tendência é que esse tempo de espera fique ainda maior.

O fluxo lento é agravado pelo aumento e a concentração das exportações de soja em grão, que estão quase 70% acima do normal neste primeiro quadrimestre. “Anualmente, o Paraná tem aumentado a participação nas importações de fertilizantes, mas o porto é o mesmo. Por isso, há uma superlotação de descarregamentos e carregamentos de soja. Esse congestionamento vai continuar até que haja uma melhoria na infraestrutura”, avalia Nilson Hanke Camargo, assessor técnico e econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Paraná (Faep).

Com a forte demanda do campo por adubo e o atraso na chegada das mercadorias, os estoques de algumas indústrias zeraram nos últimos meses. “Temos matéria-prima, mas está boiando”, diz o supervisor de vendas de uma multinacional de fertilizantes que prefere não ser identificado. A empresa confirma estar sem estoque de MAP (sigla do fosfato monoamonio) e do supertriplo, dois dos formulados mais utilizados nas lavouras de grãos.

“Duas empresas que consultamos só podem entregar o adubo em agosto. Essa nossa estrutura logística vai ter que ser eficiente para cumprir o prazo”, relata Rodolpho Luiz Botelho, produtor e presidente do Sindicato Rural de Guarapuava.

A Administração dos Portos de Paranaguá e Anto­nina (Appa) informa que o número de navios com adubo caiu no primeiro quadrimestre de 2012, mas confirma que terá de enfrentar um fluxo maior na segunda metade do ano. “A Appa já se prepara para, nos momentos de pico da descarga [entre junho e novembro], abrir outros três berços de atracação no cais público de Paranaguá, elevando a capacidade de descarga para até oito berços”, afirmou o superintendente da Appa, Luiz Henrique Tessuti Dividino.

Hoje, há cinco berços – três em Paranaguá e dois em Antonina.

Navio parado no mar é sinônimo de gastos extras. A taxa “demurrage”, termo que define o custo diário com estadia da embarcação e de seus tripulantes, é de cerca de US$ 0,70 por tonelada, ou seja, pode ultrapassar os US$ 30 mil por dia.

Assim como as exportações, as entregas de fertilizantes também têm sido antecipadas, analisa a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda). A partir de 2008, a sazonalidade do setor se inverteu, ficando concentrada no primeiro semestre – em 2011, 65% das entregas ocorreram de janeiro a junho. “[O congestionamento logístico] é um ciclo vicioso que afeta o agronegócio como um todo, seja no recebimento de fertilizante, seja no contra-fluxo, no embarque de commodities para exportação”, diz David Roquetti, diretor executivo da Anda.

Fonte: Gazeta do Povo // Cassiano Ribeiro

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