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28
AGO
Abic faz campanha para estimular consumo de café

Globo Rural

A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) comemora os 25 anos do Selo de Pureza e faz ação de marketing "Tudo que é Puro é Melhor" visando renovar o selo do café certificado, estimular o consumo da bebida e atingir um público jovem.

O apelo da campanha é relacionar a pureza do café a outros sentimentos "puros", como amor e carinho. O mote mais abrangente e o lado emocional pretendem impactar 102,9 mil pessoas, segundo a equipe de marketing. A veiculação começa em 1º de setembro.

Para o presidente da instituição Takamitsu Sato, a comunicação é importante e um "desafio para a Abic", que este ano investiu R$ 3 milhões no marketing e na ampliação de coletas de cafés para análise, que chegam hoje a 3500 amostras. "A Abic defende o interesse do consumidor. A campanha é uma resposta às pessoas que querem mais burocracia e normas cada vez mais inúteis", afirma.

A campanha terá plataformas tradicionais como TV, rádio e revistas, mas busca inovar ao levar conteúdo às redes sociais. "É uma forma de atingir o público jovem que está começando a tomar café", diz Manoel Assis, vice-presidente de marketing e comunicação da Abic.

A instituição afirma que até abril, o consumo de café cresceu 1,87%, e que entre seus associados (que correspondem a 75% do mercado de café do varejo, com 460 empresas afiliadas) a alta foi de 2,9%, gerando uma demanda de 400 mil sacas a mais.

Até dezembro, a Abic estima que haja um aumento de 3% no consumo total de 2014, um aumento de 700 mil sacas. Entre as fontes de estímulo, os executivos da Abic sublinharam o consumo fora de casa, em padarias e especialmente em cafeterias como Starbucks e Mc Café, que levaram a bebida ao dia a dia, mudando a rotina de como as pessoas bebem café.

O selo

O Selo de Pureza surgiu há 25 anos, antes mesmo do Código de Defesa do Consumidor, que foi criado apenas em 1990. Hoje, os dois órgãos atuam juntos para regulamentar a bebida. "Cerca de 75% das marcas de café são afiliadas à Abic, mas analisamos também quem não é afiliado. Caso não passe nos testes de forma reincidente, denunciamos ao Código, que toma as providências", disse o diretor executivo, Nathan Herszkowicz. Ele conta ainda que apenas 2% dos cafés analisados não atendem às normas de purezas.

A ideia de um padrão de pureza surgiu na década de 1980, quando brasileiros acreditavam que o café puro era exportado e que o café servido no Brasil era de má qualidade, impuros e com mistura.

O café considerado puro é aquele que possui até 1% de impurezas próprias do café, como cascas do fruto e outros resíduos da moagem; e também que não tenha fraudes como a adição de soja, milho e açaí na composição. Defeitos do grão como a torra do café e a presença de grãos verdes não entram na análise. Blends também não são analisados pelo órgão: os que são misturados a especiarias são classificados como "bebidas à base de café", e não na classificação "torrado e moído".

As amostras não saem das fábricas, mas das gôndolas de supermercados, de forma aleatória, para que não haja influência das indústrias na análise. Os sacos vedados seguem para quatro laboratórios credenciados, que dão notas aos resultados de acordo com a pureza.

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