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05
AGO
Soja deve ter pelo menos um milhão de hectares a mais na safra

Raphael Salomão
Globo Rural

A área plantada com soja no Brasil na safra 2014/2015 deve ter um crescimento de pelo menos um milhão de hectares. A afirmação é do sócio-diretor da consultoria Agroconsult, André Pessoa. Ele participa do 13º Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela Abag, em São Paulo (SP).

“Vai plantar mais soja até porque o milho e o algodão estão em situações bem piores”, disse Pessoa, acrescentando que as projeções da consultoria ainda não estão fechadas.

Segundo ele, em função da expectativa de grandes safras nos Estados Unidos, os preços internacionais do milho devem se manter abaixo dos US$ 4 por bushel na bolsa de Chicago, o que considera “muito baixo”. Já os da soja devem se manter entre US$ 10 e US$ 12 por bushel. “No caso da soja, não causa prejuízo, mas aperta muito as margens no Centro-oeste, sobretudo nas regiões de fronteira onde a logística é mais precária.”

André Pessoa chamou a atenção também para a taxa de câmbio, variável importante para a formação do preço para o produtor e que ainda está indefinida. O sócio diretor da Agroconsult avaliou que há uma percepção de que a cotação do dólar está “reprimida” pela ação do governo federal no mercado de câmbio, mas tende a subir.

“Não resolve o problema das margens apertadas, mas atenua um pouco, dado que boa parte do custo da próxima safra está sendo definida agora com um câmbio mais baixo. Então vender a safra do ano que vem com um câmbio mais alto ajuda a compensar um pouco da queda de preços do mercado internacional”, disse ele.

Comercialização

Sobre a comercialização da safra brasileira, Pessoa disse que a produção grande de milho no centro-oeste requer uma intervenção “tempestiva” do governo no mercado. Para ele, se não forem escoados “agora” entre 10 e 12 milhões de toneladas do grão de Mato Grosso, pode haver problemas para a produção de soja na próxima safra de verão.

“Como o governo vai intervir no mercado, mas dificilmente fará os 10 milhões, 12 milhões de toneladas de escoamento do Mato Grosso, pode trazer complicado no ano que vem do ponto de vista de frete”, disse.

A “boa notícia”, segundo ele, é a entrada em operação de terminais no norte do país, que tende aliviar o fluxo de cargas para os portos do sul. “Se ficar mais ou menos como foi este ano, não continuar piorando, já é uma boa notícia porque a gente não vai ter a mesma margem para cobrir esta ineficiência.”

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