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29
JUL
Pesquisadores da UFV desenvolvem colhedora de café para montanhas

G1

Pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV) criaram um produto inovador para a cafeicultura. Eles desenvolveram uma colhedora de café para regiões de montanha com até 50% de inclinação e que pretende atender a 80% dos cafeicultores que passam por essa dificuldade. Atualmente, os equipamentos convencionais disponíveis no mercado não atendem plantações com declividade superior a 10% e a colheita precisa ser realizada manualmente.

A expectativa é que o produto esteja disponível para venda no máximo até 2015. “A cafeicultura enfrenta uma fase crítica, uma falta de mão de obra absurda e queremos atender isso o mais rápido possível. Estamos dependendo apenas da receptividade das indústrias em absorver a tecnologia”, destacou o professor responsável pela pesquisa, Mauri Martins Teixeira.

O trabalho foi desenvolvido no Laboratório de Mecanização Agrícola do Departamento de Engenharia Agrícola da UFV. De acordo com o professor Mauri Martins Teixeira, a pesquisa contou com estudos do doutorando da instituição, Marcos Vinícius Morais de Oliveira, e do mestrando Gustavo Vieira Veloso. “Começamos o projeto há cerca de seis anos. Como a UFV está em uma região de café de montanha, abraçamos a causa. A pesquisa foi aprovada há quatro anos no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e demoramos aproximadamente um ano e quatro meses para construir a máquina”, explicou.

Para Mauri, o equipamento apresenta uma série de vantagens em relação aos que existem atualmente no mercado. Uma delas são as rodas, que tem motor próprio, permitindo que cada uma das peças dê uma volta completa. “Ao chegar no final de uma rua, por exemplo, ela gira as quatro rodas e desloca lateralmente. Com isso, aproveitamos melhor a área da cafeicultura e o deslocamento se torna muito mais rápido, já que não precisamos perder tempo com manobras”, contou Mauri.

Ainda de acordo com o professor, a colhedora não atua apenas nas regiões de montanhas, mas também nas planas. Além disso, ela não precisa de um operador no local. "Queremos revolucionar a colheita do café. A colhedora é toda operada por controle remoto, ou seja, não precisa de um operador no equipamento. Ele consegue usá-la estando distante até um quilômetro do local", falou.

Segundo Mauri, não existe outro equipamento semelhante no mundo e, por isso, os pesquisadores pediram a patente. Agora, irão distribuir licença de fabricação. "Como a pesquisa foi financiada com recurso público, ela não pode ficar nas mãos de apenas uma empresa. Por isso, a ideia não é vender a patente, mas conceder licenças. Assim, as empresas podem competir entre elas e abaixar o preço. Se apenas uma indústria ficasse com o produto, os preços seriam muito altos", ponderou.

De acordo com o professor, a colhedora vai chegar ao mercado custando entre R$ 400 mil e R$ 500 mil. "No laboratório foram investidos cerca de R$ 250 mil. Para a venda, acreditamos que não vá ultrapassar os R$ 500 mil. Atualmente, as colhedoras que existem no mercado custam entre R$ 450 e R$ 700 mil. Depende muito do fabricante", finalizou.

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