Você está em: Home, Noticias

Notícias

07
JUL
Abiove ajusta para cima previsão para embarque de soja em grão em 2014

Valor Econômico

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) voltou a estimar as exportações brasileiras de soja em grão neste ano em 44 milhões de toneladas, por conta de uma demanda internacional que permanece aquecida. Mesmo com o forte ritmo de embarques no início do ano, a entidade havia reduzido sua projeção para 43 milhões de toneladas.

Como a previsão para a produção da matéria-prima na safra 2013/14, cuja colheita já terminou, foi mantida em 86,5 milhões de toneladas, o processamento doméstico para a fabricação de farelo e óleo foi ajustado em relação ao cenário traçado no início de junho de 37,6 milhões para 37 milhões de toneladas. Com isso, A Abiove também corrigiu para baixo as estimativas para produção e exportação de farelo e óleo.

A entidade projeta que a receita referente aos embarques de soja em grão do país ficará em US$ 22 bilhões neste ano, ante os US$ 22,812 bilhões de 2013. O volume de embarques deverá ser 2,8% superior na comparação, mas o preço médio estimado para 2014 (US$ 500 a tonelada), mesmo que permaneça em elevado patamar, é 6,2% menor.

No total, a Abiove revisou seu cálculo para a receita das exportações do chamado "complexo soja" (inclui grão, farelo e óleo) para US$ 29,229 bilhões em 2014, ante os US$ 28,970 bilhões previstos em maio. Mesmo assim, o montante é 5,6% menor que o recorde do ano passado, também influenciado por cotações médias de farelo e óleo mais baixas.

Na bolsa de Chicago, os traders não levaram em conta as novas estimativas da Abiove. Se tivessem levado, talvez a queda de ontem - a quinta seguida - tivesse sido ainda maior. Os contratos futuros para agosto, que atualmente ocupam a segunda posição de entrega, fecharam a US$ 12,9975 por bushel, baixa de 15 centavos em relação à véspera. A sequência baixista veio depois da confirmação da área plantada recorde nos Estados Unidos nesta safra 2014/15.

Danos pontuais com chuvas

O excesso de chuvas que atingiu o Paraná em junho causou apenas danos localizados às regiões produtoras de grãos. Conforme Juliana Yagushi, analista do Departamento de Economia Rural do Estado (Deral), houve relatos pontuais de alagamentos, tombamento de plantas e erosão do solo em lavouras de segunda safra de milho, que estão em fase de colheita. Ainda assim, está mantida a previsão de produção de 9,96 milhões de toneladas, 2,6% aquém do ciclo 2012/13, em função da menor área semeada este ano.

"Por conta das chuvas, tivemos de perda de área plantada em Paranavaí e Umuarama [noroeste paranaense], mas é algo pequeno. Mesmo assim, prejuízos à qualidade do grão não estão descartados", afirma Juliana. Estima-se que 8% da área com milho safrinha já esteja colhida, à frente dos 4% de um ano atrás.

No caso do trigo, houve registros pontuais de inundações e lentidão no plantio. "No auge das chuvas, há duas semanas, chegamos a ter 7 pontos percentuais de atraso na semeadura em Guarapuava [centro-sul do Paraná], mas já caminhamos para a normalização", diz Hugo Godinho, também do Deral. O órgão mantém a previsão de colheita em 4 milhões de toneladas, bem acima das 1,88 milhão de toneladas da safra 2012/13, que sofreu com o clima. Até agora, 88% da área foi plantada.

No Rio Grande do Sul, as chuvas atrasam o plantio de trigo, que está concluído em 65% da área, ante a média histórica de 78% para o período, conforme a Emater. A entidade admite uma "grande probabilidade" de que a área fique abaixo da estimada inicialmente.

Veja notícias

20
FEV

Milho e soja tem alta na primeira quinzena de fevereiro

19
FEV

Milho: Bolsa brasileira abre a semana com preços em alta

05
FEV

Ministra afirma que café será prioridade na agenda do Governo

15
JAN

Qualidade dos cafés brasileiros melhorou, diz pesquisa