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30
MAI
Produção brasileira de café deve chegar a 48 milhões de sacas, afirma analista

Camila Cechinel
Globo Rural

A produção brasileira de café deve chegar a 48 milhões de sacas neste ano. É o que estimou o analista da Safras e Mercados Gil Barabach durante o seminário Perspectivas para o Agribusiness 2014 e 2015, realizado nesta quinta-feira (29/5) em São Paulo (SP).

De acordo com ele, este é o melhor momento para uma discussão sobre o grão, já que a situação é bem diferente da encontrada há seis meses. “Saímos de um dólar por libra peso para dois, o que torna o mercado estimulante para investimento e produção.”

No início do ano, a expectativa era de que fossem colhidas até 60 milhões de sacas de café, porém, com a quebra da safra brasileira mais a seca e as altas temperaturas dos últimos meses, ocorreu uma perda de 12 milhões na estimativa. “A pós-florada causava uma boa impressão, só que ela não vingou e problemas climáticos influenciaram na projeção”, disse Barabach.

Apesar de o inverno brasileiro ainda não ter começado, o analista acredita que os produtores estão vivenciando uma situação mais confortável. “Pode até haver uma quebra de safra, mas será menor do que a ocorrida. Temos receio da próxima estação, mas podemos ter surpresas e podemos reavaliar a expectativa de colheita. São as floradas que vão determinar”.

Preço

Em relação ao preço, tudo depende da projeção cambial, mas segundo Barabach o dólar parou de atrapalhar. “Hoje o mercado estima patamares altos, entre US$ 1,6 e US$ 1,7 por libra-peso em Nova York, o que equivale a R$ 430,00 no Brasil. Se pensarmos há seis meses, os produtores viviam uma outra realidade”. Para ele, a quebra da safra no Brasil tirou a demanda da zona de conforto.

Moises Angêlo, da empresa Café Três Corações, também tem uma visão bastante otimista do mercado. “Produtores brasileiros já venderam 30% da safra, um percentual adequado. O produtor tem que vender café conforme rentabilidade e não por desânimo”. Apesar do inverno e das incertezas, Moises afirma que não existe perigo de queda abrupta.

“Indústria, produtor e exportador presenciam um mercado com margens e isso é bom. Acredito que sejam exportados até 33 milhões de sacas.”

Já para Carlos Aberto Fernandes Santana Jr, da Empresa Interagrícola S.A, a preocupação é de como os cafeeiros vão reagir para a safra de 2015 durante o período de floração. “Já tivemos problemas no passado e acredito que a volatividade vai continuar até setembro e outubro”, finaliza. 

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