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29
ABR
Lideranças do agronegócio fazem duras críticas ao governo

Estadão Conteúdo

Líderes do agronegócio e da indústria de máquinas e equipamentos fizeram nesta segunda-feira, 28, duras críticas ao governo federal e à presidente Dilma Rousseff, na abertura da 21ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação (Agrishow), em Ribeirão Preto (SP). Além de mostrar a perda de paciência com o governo, os executivos cobraram ainda projetos dos prováveis candidatos à sucessão presidencial deste ano.

Apontado há alguns meses como provável candidato a vice-governador do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT) ao governo do Estado, o empresário Maurílio Biagi Filho, presidente da Agrishow, fez as críticas mais contundentes ao governo e começou com o lamento pela ausência de Dilma na feira - a última vez que ela esteve ao evento foi ainda como pré-candidata, em 2010.

"A presidente comete um equívoco ao não comparecer a um evento como esse. Talvez ela não tenha vindo porque aqui é uma região produtora de cana e o pessoal está um pouco bravo com ela", disse. Sem citar nomes, Biagi afirmou "o País está no caminho errado" e que é precisamos de alguém que o coloque no caminho certo. "Todos nos queremos que algo novo aconteça, se não ocorrer o País terá problemas seriíssimos", disse.

Também sem citar a Petrobras, Biagi declarou que "temos uma companhia que está afundando e não podemos deixar isso acontecer. Não tem nada que você levante e não tenha uma sujeira embaixo", disse. "É uma questão ética e moral".

Primeiro a falar, o presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Gustavo Diniz Junqueira, considerou leviano declarar voto a qualquer candidato neste momento, porque, apesar de a SRB ter ouvido a posição de todos até o momento, "ninguém tem um projeto". Para ele, assim que os projetos forem apresentados ao setor, "vamos ter que nos posicionar e mostrar carimbos a cada um", disse.

Já o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto, lembrou o onerado setor produtivo de bens de capital. Apesar de classificar a Abimaq como uma entidade apolítica, Aubert não escondeu o descontentamento com o governo federal.

"Vamos apoiar quem apresentar um País melhor, porque a indústria de base no Brasil está acabando nos últimos oito anos. Vamos apoiar quem tirar a carga tributária de quem produz", concluiu.

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