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24
ABR
VBP do café em Minas Gerais deve alcançar R$ 9,2 bilhões

Agência Minas

O Valor Bruto da Produção (VBP) de café, em Minas Gerais, deve alcançar em 2014 a soma de R$ 9,2 bilhões, cifra 13,6% superior à registrada no ano passado, segundo levantamento realizado em março pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Já para o Brasil, a previsão é de aumento de 10,5% no VBP do café, alcançando R$ 15,8 bilhões.

O VBP é o volume estimado da produção multiplicado pela cotação média de cada produto. Para o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, André Merlo, a previsão de um aumento expressivo do valor bruto do café se deve à melhoria do preço do produto como consequência das grandes perdas provocadas pelo período de seca.

“As perdas nas lavouras de Minas Gerais, avaliadas pela Secretaria, devem ser de 15% a 20%. Neste cenário, a saca de café (60 quilos) teve uma cotação de R$ 437,00 em março deste ano, na comparação com o valor de R$ 303,00 registrado no mesmo período de 2013, portanto um aumento de 44%. Atualmente, a saca está cotada em R$ 473,00, cifra 56% maior que a registrada em março do ano passado”, diz o secretário.

Outro produto das lavouras mineiras com estimativa de aumento do VBP em 2014 é a batata, que deve alcançar cerca de R$ 1,5 bilhão, crescimento de 1%. As previsões são favoráveis também para os seguintes produtos: banana, valor de R$ 1 bilhão, aumento de 13,3%; laranja, estimativa de R$ 667 milhões, elevação de 31,5%; e algodão, VBP de R$ 343 milhões, progressão de 45,7%. Devido às questões climáticas, as culturas com variação negativa foram, principalmente, milho, feijão, soja e cana-de-açúcar.

No caso do VBP dos produtos pecuários de Minas Gerais, o leite tem previsão mais alta, cifra de R$ 6,7 bilhões, 5,2% maior que a registrada em 2013. O segmento de ovos também segue em alta, valor estimado de R$ 873 milhões, aumento de 7,4% em relação à cifra registrada no ano passado.

As projeções do VBP são realizadas todos os meses e têm como base os levantamentos da safra feitos periodicamente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no caso das lavouras, e da pesquisa trimestral do abate de animais feita pelo IBGE, em relação à pecuária, além de estudos dos preços médios pagos aos produtores realizados por institutos de pesquisa de mercado.

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