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12
MAR
Conab deve estimar safra de soja entre 85 e 88 milhões de toneladas

Raphael Salomão
Globo Rural

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) deve revisar a estimativa para a produção de soja para algo entre 85 e 88 milhões de toneladas na safra 2013/2014. É a expectativa de analistas de mercado ouvidos por Globo Rural em relação ao levantamento de safra com divulgação prevista para esta quarta-feira (12/3).

No relatório passado, a Conab estimou a safra em 90,013 milhões de toneladas. No entanto, ainda não estavam considerados os efeitos do clima seco em algumas regiões durante o desenvolvimento das lavouras e a chuva em outras, que atrapalhou a colheita especialmente em Mato Grosso.

O consultor Carlos Cogo acredita que o novo número deve vir entre 85 e 86 milhões de toneladas. “Se a Conab não for conservadora, deve trazer para esta realidade”, diz ele.

Número semelhante é esperado pelo analista Flávio França Júnior, da consultoria Safras e Mercado. De acordo com ele, a Conab deve estimar a produção de soja entre 86 e 86,5 milhões de toneladas. A projeção inicial da consultoria era de 91,5 milhões.

Já o consultor Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, avalia que a Conab será conservadora na sua nova projeção e trará uma safra calculada em 88 milhões de toneladas. “A Conab deve deixar um corte maior para o relatório de abril porque ela ainda tem que incluir na conta o que vier de soja safrinha neste ano”, avaliou.

Preços

Apesar da expectativa de revisão para baixo nos números, os especialistas consideram que o relatório da Conab deve ter pouco impacto sobre os preços internacionais da soja.

Nesta terça-feira, por volta de 11h45, o contrato de maio na bolsa de Chicago subia US$ 0,06, a US$ 14,24 por bushel. Mas no início da tarde, por volta de 13h20, o vencimento já mostrava queda de US$ o,o52, cotado a US$ 14,13.

Nesta segunda-feira (10/3), quando foi divulgado o relatório mensal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), houve uma forte queda de US$ 0,39, com o mercado fechando a US$ 14,18. No documento, o governo americano trouxe um corte de 1,5 milhão de toneladas na estimativa para a safra brasileira de soja, que ficou em 88,5 milhões de toneladas.

“O mercado se frustrou com esse número”, disse Brandalizze. “Uma puxada maior nos preços pode ocorrer ser a Conab resolver ser um pouco mais agressiva”, acrescenta.

Segundo ele, o mercado já encontrou sua faixa de preços, diante da atual situação de oferta de demanda. Na avaliação do consultor, soja próxima de US$ 14 é considerada barata, mas próxima de US$ 15 por bushel “começa a ficar cara para o comprador”.

Flávio França Júnior concorda que o mercado internacional deu pouca importância para a redução na estimativa de safra brasileira feita pelo USDA. Na avaliação dele, mesmo com uma produção em torno de 86 milhões de toneladas, não há problema de oferta na América do Sul, já que a Argentina deve produzir cerca de 54 milhões de toneladas.

“A safra sul-americana está melhor. O que ocorreu foi um enxugamento dos estoques americanos, que deixa o mercado consistente até a nova safra americana”, analisa França Júnior, para quem o mercado já colocou seu preço diante dos efeitos do clima sobre a produção brasileira.

“Só está assim (o preço) porque não tem produto americano”, diz o consultor. A safra nova dos Estados Unidos começa a ser cultivada em abril.

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