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DEZ
Cenário econômico para milho safrinha é positivo, diz especialista

Agrodebate

O panorama econômico que se desenha para o milho safrinha em Mato Grosso do Sul e no Brasil é positivo na avaliação do trader sênior da Coamo Agroindustrial Cooperativa, Dicezar Vernizi, feita em palestra no XII Seminário Nacional da cultura, que está sendo promovido em Dourados, a 225 quilômetros de Campo Grande.

Vernizi disse que a forte demanda internacional pelo cereal abriu oportunidades para que novos players pudessem atuar no mercado e que o Brasil se aproveitou desse momento para promover a expansão e o desenvolvimento do milho safrinha, em especial no Centro-Oeste, abastecendo os compradores externos e solidificando sua posição como exportador de milho.

“Em âmbito doméstico, o desenvolvimento de tecnologias adequadas permitiu a expansão da cultura em regiões de menor disponibilidade hídrica, porém de menor risco climático. A excelente performance da avicultura nacional completa este cenário. O menor risco climático aliado à aptidão agrícola de Mato Grosso do Sul constituem elementos importantes à expansão. Sua moderada distância dos principais pontos de consumo e do porto de Paranaguá, importante canal de escoamento das exportações, confere ao estado vantagens competitivas”, ressaltou.

Ele comenta, entretanto, que o produtor deve ficar atento ao mercado. “Estamos vindo de momentos de bons preços para a soja e para o milho. Isto estimula a rápida expansão destas culturas e consequentemente, uma elevação na oferta e uma recuperação dos estoques. Com a recuperação da produção mundial e o consequente aumento da oferta de milho, veremos os preços muito mais pressionados para a próxima safra. Considerando a normalidade climática, tudo leva a crer que teremos cenários de preço completamente diferentes dos vistos até o momento. Os produtores brasileiros deverão mais do que nunca promover uma perfeita gestão do seu negócio, pois não haverá momentos para erros. Reduzir custos e riscos serão os fatores chave de sucesso”, orientou.

Para que o Brasil aproveite o potencial de mercado que safrinha de milho oferece, Vernizi lembra que o país tem de superar o gargalo logístico. “O Brasil deverá se ajustar ao mercado internacional e deverá investir em infraestrutura para poder competir neste mercado. Se dentro das porteiras somos altamente competitivos, o mesmo não podemos dizer fora dela. Os altos custos de armazenagem e transporte e as deficiências encontradas nos corredores de exportação elevam os custos e reduzem a competitividade do milho brasileiro nos mercados internacionais. Para um país que se propõe a produzir 82 milhões de toneladas para uma demanda interna de 52 milhões, inevitavelmente necessitaremos exportar 25 milhões de toneladas. Investimentos em infraestrutura são essenciais para deixarmos estas 25 milhões competitivas no mercado internacional e assim mantermos os mercados já conquistados e entrar efetivamente no mercado chinês”, concluiu.

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