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27
NOV
Liberação de crédito rural cresce 44,9% de julho a outubro

Estadão Conteúdo

As liberações de crédito rural entre julho e outubro, os primeiros quatro meses da safra 2013/14, atingiram R$ 65,895 bilhões. Os repasses cresceram 44,9% em relação ao valor liberado em igual período ano passado (R$ 45,489 bilhões) e correspondem a 41,7% do montante programado para esta safra (R$ 158,063 bilhões). A safra 2013/14 vai até junho de 2014. Os dados divulgados nesta terça-feira, 26, foram compilados pelo Departamento de Economia Agrícola da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura.

Segundo o levantamento, as liberações de crédito para a agricultura empresarial somaram R$ 57,454 bilhões de julho a outubro deste ano, valor 46% superior aos R$ 39,210 bilhões repassados em igual período do ano passado e 42,2% dos R$ 136,063 bilhões programados para esta safra. Já as liberações para a agricultura familiar cresceram 34,4%, para R$ 8,440 bilhões, que representam 38,4% dos repasses previstos para os pequenos produtores. O estudo mostra que o ritmo da demanda pelo crédito rural está superior ao mesmo período do ano passado, quando as liberações correspondiam, em média, a 34% do montante previsto para a safra 2012/13.

No caso da agricultura empresarial, o levantamento revela que as liberações de crédito de custeio e comercialização atingiram R$ 47,722 bilhões e apresentaram crescimento de 45,7% em relação a igual período do passado. Os repasses correspondem a 46,8% dos recursos programados até junho de 2014, desempenho acima dos 35,3% liberados nos quatro primeiros meses da safra passada.

Os repasses de recursos para custeio e comercialização da agricultura empresarial com taxas de juros controladas, equalizadas pelo Tesouro, somaram de junho a outubro R$ 34,064 bilhões, valor 30,8% superior ao do mesmo período do ano passado. O destaque é o crescimento de 186% nos repasses de recursos da poupança rural, que atingiram R% 9,048 bilhões. Já as aplicações dos recursos obrigatórios sobre os depósitos à vista pelos bancos tiveram leve queda de 0,4%, para R$ 18,042 bilhões.

O estudo também mostra crescimento expressivo de 118,2% (para R$ 11,658 bilhões) nas aplicações de recursos a juros livres para custeio e comercialização da agricultura empresarial. As liberações de recursos da poupança rural cresceram 46,5% (para R$ 955,6 bilhões), enquanto os recursos livres (próprios ou captados pelos bancos) aumentaram em 96,5%, para R$ 1,650 bilhão. Outro destaque nas aplicações de recursos a juros livres é a linha BB-Agroindustrial, cujas liberações cresceram 119,1%, para R$ 8,638 bilhões, superando em quatro meses o montante de R$ 7,250 milhões programados até junho do próximo ano.

As liberações de crédito rural para investimento de julho a outubro somaram R$ 11,731 bilhões, valor 49,8% superior ao liberado em igual período do ano passado e 30,5% do montante programado para esta safra. Os repasses das linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aumentaram 34,6%, para R$ 6,183 bilhões. O levantamento mostra que a linha de crédito do Programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC) perdeu o fôlego nesta safra. De julho a outubro deste ano foram liberados R$ 647,5 bilhões para financiar práticas sustentáveis no campo, valor 30,8% inferior ao desempenho de igual período do ano passado.

Nas linhas de crédito para investimento com recursos do BNDES se destaca o Procap-Agro, destinada à capitalização das cooperativas, com taxas de juros de 5,5% a 6,5% ao ano. Os repasses do Procap-Agro cresceram 217% em relação aos quatro primeiros meses da safra passada e atingiram R$ 904,7 milhões. No caso do PSI-BK, linha que financia bens de capital, os repasses cresceram 53,6%, para R$ 3,958 bilhões. No programa de financiamento para construção de armazéns, lançado neste ano pelo governo para amenizar os gargalos logísticos, foram liberados até agora apenas R$ 4,8 milhões, que correspondem a 0,1% dos R$ 3,5 bilhões programados. A demanda também segue fraca pela linha de crédito para renovação de canaviais, pois foram liberados apenas R$ 144,3 milhões dos R$ 4 bilhões programados. O valor é inferior ao mesmo período do ano passado, quando a demanda das usinas somava R$ 325,7 milhões.

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