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17
SET
Brasil precisa exportar mais de 20 milhões de toneladas de milho para reverter cenário de pressão nos preços

Notícias Agrícolas
Aleksander Horta e Paula Rocha

Este ano o Brasil produziu mais de 80 milhões de toneladas de milho, juntando a safra de verão com a safrinha. Frente a esse cenário, os preços estão pressionados no mercado interno.

De acordo com Lucilio Rogério Alves, Pesquisador do Cepea, o cenário é pessimista em relação aos preços do milho no Brasil: “O que irá contribuir para reduzir o excedente interno são as intervenções do governo, sendo que na próxima sexta-feira (20) irá ocorrer um novo leilão que deve aliviar os estoques. Porém, os agentes estão pessimistas em relação a novos negócios para exportação para embarque em outubro e novembro e ainda mais pessimistas para os períodos posteriores devido à entrada da safra dos EUA”.

No Porto de Paranaguá o preço do milho está em torno de R$ 25,00/saca, o que equivale a US$ 11,00/saca. Enquanto nos EUA as cotações futuras poderão chegar a níveis abaixo de US$ 10,00/saca e isso reduz a competitividade do Brasil.

Alves afirma que este ano é preciso ter uma alavancada nas exportações para que se reduza o excedente interno e possa haver um cenário favorável aos vendedores, com a elevação dos preços: “Se o Brasil exportar 17,5 milhões de toneladas entre fevereiro de 2013 e janeiro de 2014, que é o ano safra considerado pela Conab, o país ainda finalizaria janeiro de 2014 com 18, 2 milhões de toneladas, volume equivalente a cerca de 52% da produção de verão de 2013, com isso há uma situação de pressão nos preços, mesmo se a área da próxima safra de verão for reduzida, uma vez que não necessariamente a produção também irá diminuir, o que dependerá das condições climáticas”.

Para que aconteça uma alteração nesse cenário em termos de preços para o milho, o Brasil precisaria exportar mais de 20 milhões de toneladas, o que implicaria exportar mais de 3 milhões de toneladas em setembro, sendo que até ontem (14) já foram embarcadas 1,6 milhões de toneladas e ainda haveria mais 4 meses para se exportar mais 3 milhões de toneladas. No entanto, a partir de novembro a safra norte-americana está no mercado e isso pode amenizar os ânimos dos compradores no Brasil.

Para a próxima safra, cujo plantio terá início na segunda quinzena de setembro, a área de plantio irá depender das condições de cada região. Porém, os preços atuais ainda são favoráveis para o plantio, mas os preços da soja são ainda melhores. Com isso, entra nessa questão a rotação de cultura e em algumas regiões não haverá grandes mudanças na área de plantio de milho.

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