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11
SET
Importação de café torrado cresce 44% no ano

Folha de S. Paulo
Mauro Zafalon

A industrialização e a agregação de valor foram temas abordados ontem na semana internacional do café, em Belo Horizonte.

O Brasil, maior produ- tor mundial de café em grãos, tem participação inexpres- siva na venda do produto processado.

Minas Gerais, o maior produtor de café do país, quer mudar essa tendência, segundo o governador Antonio Anastasia (PSDB).

O aumento do processamento de café de qualidade traria vantagens não só para o produtor como para toda a cadeia produtiva, segundo o governador.

Os números mostram, no entanto, que o caminho para uma participação maior do Brasil nas exportações de café processado será longo.

O país não só vem importando muito mais café torrado e moído nos últimos anos como vem exportando bem menos.

De janeiro a agosto deste ano, as exportações de café torrado e moído recuaram para 1.200 toneladas. Em igual período de 2008, chegaram a 5.078 toneladas.

Na outra ponta, a importação cresce rapidamente. Após somar 129 toneladas de janeiro a agosto de 2008, já atinge 958 toneladas neste ano.

A diferença entre essas duas operações não se restringe apenas ao sentido oposto delas, mas também aos valores envolvidos.

Enquanto o café brasileiro processado que deixa o país é negociado, em média, a US$ 8 por quilo, o que entra vem a US$ 19. Mas a diferença já foi maior. Em 2011, quando houve um grande salto nas importações, o preço médio do café importado era de US$ 53 por quilo.

Naquele ano, o produto vindo da Suíça chegava a US$ 93 por quilo, segundo a Secex (Secretaria de Comércio Exterior). Neste ano, é de US$ 22.

A queda é atribuída à maior concorrência nesse setor, no qual até empresas brasileiras já começam a disputar o mercado de cápsulas.

As principais origens do café processado importado são a Suíça (58%), a Itália (11%) e a Espanha (9%). As receitas do Brasil com as exportações de café atingiram US$ 9,44 milhões neste ano, 28% menos do que em 2012.

No mesmo período, as importações atingiram US$ 18,4 milhões, número 17% inferior ao de 2012 devido à queda média dos preços.

Recorde Com a desvalorização do real e problemas climáticos na reta final da safra de soja nos Estados Unidos, não se pode descartar a possibilidade de o Brasil ultrapassar a marca de 30 milhões de hectares plantados com a oleaginosa.

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