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13
AGO
Segunda safra de milho deve produzir 45,1 mi de toneladas, prevê Conab

Estadão Conteúdo

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou sua estimativa para a produção de milho segunda safra, semeado após a colheita da soja, para o recorde 45,1 milhões de toneladas. O volume da antiga 'safrinha' dobrou nos últimos dois anos e superou em 10 milhões de toneladas o colhido na primeira safra (milho verão), que até o ano agrícola 2010/11 era a principal. A Conab prevê que a safra total de milho deva atingir o recorde de 80,2 milhões de toneladas.

A expansão do milho de segunda safra se deve ao aumento do plantio no Mato Grosso, onde nos últimos dois anos a produção passou de 7,2 milhões de toneladas para 19,2 milhões de toneladas, registrando um crescimento de 164,8%. O aumento da oferta vem pressionando as cotações do milho no Estado, onde em algumas regiões o cereal é comercializado abaixo do preço mínimo de garantia de R$ 13,02/saca.

Na avaliação do levantamento, a Conab destaca que as estimativas podem ainda sofrer alterações, especialmente no Mato Grosso, por causa da falta de armazéns e dos preços baixos atualmente cobrados. 'Esses fatores estão influenciando a comercialização do produto, que segue em ritmo lento, e que repercute numa maior demora da colheita, visto que o produtor prefere deixar o produto no campo, mesmo tendo consciência das implicações que isto irá causar na sua rentabilidade', diz a Conab.

Para garantir pelo menos o preço mínimo de garantia para os produtores do Mato Grosso o governo colocou em prática a política de sustentação de preços, por meio de mecanismos de subvenção, com leilões de contratos de opção e de equalização de preços. O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, afirmou que o governo já cumpriu a meta de realização de leilões para 2 milhões de toneladas de contratos de opção, que vencem no final de novembro, assegurando aos arrematantes R$ 15,12/saca no caso da entrega da venda do produto para recompor os estoque oficiais.

Segundo Neri Geller, os estoques também serão recompostos por meio da compra de 1 milhão a 1,2 milhão de toneladas de milho via operações de Aquisições do Governo Federal (AGFs). O diretor de Política Agrícola e Informação da Conab, Sílvio Porto, afirmou que já foram compradas 35 mil toneladas em julho e serão adquiridas mais 120 mil toneladas em agosto, tanto em Mato Grosso como em Goiás e Mato Grosso do Sul. Porto afirmou que o governo pretende comprar milho também no Paraná, caso as cotações nas praças paranaenses caiam abaixo do preço mínimo de garantia, o que deve ocorrer nos próximos meses se for confirmada uma safra acima de 330 milhões de toneladas de milho nos Estados Unidos.

Projeção conservadora

O diretor da Conab afirmou que nos dados estatísticos relativos ao suprimento de milho a empresa está sendo conservadora, caso do consumo estimado em 52 milhões de toneladas. Ele explica que o dado deve ser revisto nos próximos meses, pois como a tendência é de queda nos preços o consumo deve aumentar. Em relação às exportações, Porto explica que a projeção de 15 milhões de toneladas também é conservadora, pois as vendas externas podem superar 18 milhões de toneladas.

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