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09
JUL
Preço internacional do café cai a menor nível desde setembro/2009

Estadão Conteúdo

Os preços internacionais do café caíram acentuadamente em junho, para os níveis mais baixos desde setembro de 2009. O preço composto da Organização Internacional do Café (OIC), em junho, recuou para 117,58 cents por libra-peso. O resultado é 7,4% inferior ao mês anterior (126,96 cents), informa a OIC, em seu relatório mensal, divulgado nesta segunda-feira, 08.

De acordo com a entidade, os fundamentos do mercado, combinados com incertezas sobre as perspectivas macroeconômicas, derrubaram as cotações do grão. 'O mercado permanece bem abastecido com café, com as exportações totais para os primeiros oito meses do ano cafeeiro 2012/13 (outubro de 2012 a maio de 2013) alcançando 75,7 milhões de sacas, em comparação com 72 milhões no mesmo período anterior, aumento de 5,2%', informa a OIC. Além disso, os preços das commodities, em geral, declinaram ao longo do mês passado, principalmente por causa de notícias econômicas negativas da China e dos Estados Unidos.

Nos primeiros oito meses do ano cafeeiro 2012/13, a exportação de cafés suaves da Colômbia cresceu 17,4%, de 5,73 milhões de sacas para 6,73 milhões de sacas no período anterior. O embarque de 'outros suaves', principalmente da América Central, teve queda de 6,5% entre os dois períodos, de 17,78 milhões de sacas para 16,62 milhões de sacas.

O Brasil exportou no período, segundo a OIC, 22,75 milhões de sacas, em comparação com 20,74 milhões de sacas em 2011/12 (aumento de 9,7%). Já a exportação de robusta subiu 6,8%, de 27,70 milhões de sacas para 29,59 milhões de sacas.

No relatório, a OIC estimou que o consumo mundial de café no período 2009/2012 apresentou crescimento médio de 2,4%. No período, os países emergentes tiveram crescimento médio de 5,6%, em comparação com 0,9% em mercados tradicionais e com 3,1% em países exportadores.

Segundo a OIC, dada a evolução dos preços atuais, diminui a cada vez o incentivo de agricultores para investir em suas lavouras. A aplicação de insumos, como fertilizantes e mão de obra, provavelmente será reduzida. 'Isso poderá ter um impacto negativo nos volumes de produção e de qualidade dos grãos nos próximos anos, resultando no aumento da volatilidade dos preços e uma cadeia de valor agrícola menos sustentável', alerta a OIC.

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