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18
JUN
Apesar da logística, soja alavanca exportações a US$ 13 bilhões

Estadão Conteúdo

Apesar dos entraves logísticos e do atraso no início da colheita da soja em Mato Grosso, que provocaram congestionamentos nos portos a partir de abril, o complexo soja lidera as exportações do agronegócio brasileiro, com receita de US$ 13,13 bilhões no acumulado de janeiro a maio deste ano, valor 4% superior ao mesmo período do ano passado.

O volume total embarcado recuou 2,6%, para 24,598 milhões de toneladas, e o preço médio subiu 6,7%, para 534/tonelada. O destaque foi a exportação da soja em grão, cujo embarque cresceu 5,8% e atingiu 19,602 milhões de toneladas. A receita das exportações da soja em grão somou US$ 10,377 bilhões, valor 11% superior ao obtido nos primeiros cinco meses do ano passado.

O preço médio subiu 5%, para US$ 529/tonelada. A exportação de farelo recuou 22,4%, para 4,541 milhões de toneladas, enquanto a receita teve leve queda de 1%, para US$ 2,252 bilhões. O preço médio do farelo subiu 27,5%, para US$ 496/tonelada. No caso do óleo de soja, o volume exportado teve queda expressiva, de 47,1% (para 455 mil toneladas), e a receita recuou 50,2%, para US$ 501 milhões.

O preço médio do óleo de soja teve uma retração de 5,8%, para US$ 1.100/tonelada.

Carnes

Segundo o levantamento elaborado pela Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), as carnes ocuparam a segunda posição no ranking de exportações do agronegócio. A receita somou US$ 6,86 bilhões e ficou 7,9% acima dos primeiros cinco meses do ano passado.

O volume exportado recuou 0,4%, para 2,492 milhões de toneladas, enquanto o preço médio subiu 8,3%, para US$ 2.753/tonelada. A carne de frango lidera as exportações de proteína animal, com receita de US$ 3,245 bilhões, valor 6,8% superior ao registrado de janeiro a maio do ano passado. O volume exportado de carne de frango no período recuou 5,9%, para 1,505 milhão de toneladas, enquanto o preço médio subiu 13,5%, para US$ 2.149/tonelada. A carne bovina teve o crescimento expressivo de 23,8% no volume embarcado, que atingiu 568 mil toneladas. A receita da exportação de carne bovina cresceu 16,1% (para US$ 2,527 bilhões) e o preço médio caiu 6,3%, para US$ 4.451/tonelada.

No caso da carne suína, as exportações recuaram 11,2% em volume (para 198 mil toneladas) e 8,2% em valor (para US$ 529 milhões), enquanto o preço médio subiu 3,4%, para US$ 2.672/tonelada. Vale destacar que nas carnes de frango e bovina houve aumento das exportações do produto in natura e queda dos industrializados.

O levantamento do Ministério da Agricultura mostra que no acumulado de janeiro a maio as exportações do complexo sucroalcooleiro cresceram 34,5% em valor (para US$ 5,09 bilhões) e 65,7% em volume (para 10,3 milhões), enquanto o preço médio cedeu 18,8%, para US$ 494/tonelada. O açúcar respondeu por 93% das exportações do setor sucroalcooleiro, com embarques de 9,597 milhões de toneladas, volume 64,2% superior aos cinco primeiros meses do ano passado. A receita cresceu 31,7%, para US$ 4,501 bilhões, e o preço médio recuou 19,8%, para US$ 469/tonelada. As exportações de etanol cresceram 89,7% em volume (para 700 mil toneladas) e a receita subiu 61,4% (para US$ 584 milhões). O preço médio do etanol caiu 14,9%, para US$ 834/tonelada.

O Ministério da Agricultura também destaca o crescimento das exportações do segmento cereais, farinhas e preparações, que atingiu US$ 2,906 bilhões (mais 131,7%). O destaque é o milho, cujas exportações cresceram 389,7% em volume (para 8,152 milhões de toneladas) e 432,3% em valor (para US$ 2,322 bilhões). Na pauta de importação do agronegócio destacaram-se as compras de trigo (US$ 1,01 bilhão), que foram 40,7% superiores ao do mesmo período no ano anterior, papel e celulose (US$ 762,48 milhões) e pescados (US$ 626,30 milhões).

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