Você está em: Home, Noticias

Notícias

28
ABR
Preço do feijão sobe 100% em um ano

 

Item tradicional na mesa dos brasileiros, o feijão carioca, ou mulatinho, vem pesando cada vez mais da lista de compras. Os consumidores estão sentindo a alta no custo do produto, que está o dobro do preço em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o chefe de Informação do Mercado Agrícola da Ceasa, Marcos Antônio Barros. Instabilidade climática e falta de interesse dos produtores de plantar explicam o salto.
 
Mensalmente, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulga a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, na qual calcula o preço da cesta básica composta por 13 itens indispensáveis nas principais capitais do País e, pelo menos nas quatro últimas edições, o valor do grão teve alta no Recife. Em janeiro, por exemplo, a elevação foi de 22,92% em relação ao mês anterior.
 
A reportagem percorreu supermercados da capital pernambucana na tarde desta quinta-feira (26) e constatou preços que variavam entre R$ 5,48 e R$ 6,45. Os sacos mais baratos eram os que estampavam as marcas próprias dos supermercados.
 
Em um dos estabelecimentos, o bancário Jairo Lopes, de 51 anos, fazia a feira dos próximos 10 dias e feijão não figurava entre os itens da lista. “O preço está fora dos padrões. Muito caro. Nada justifica. A gente vê os juros baixando, desoneração de impostos, mas alimento continua caro”, reclamou. Para driblar a situação, ele só leva o grão para casa na metade das vezes que vai ao supermercado. “Eu comia feijão todos os dias, agora estou tendo que mudar os hábitos. Tento diversificar mais as comidas, quando não tem feijão, faço arroz e macarrão”, explica.
 
A fisioterapeuta Kátia Fernandes, 49, também sentiu a alta. “Prefiro o feijão preto, mas costumava levar o carioquinha para diversificar o almoço. Agora é feijão preto toda vez”, contou.
 
O chefe de Informação do Mercado Agrícola da Ceasa, Marcos Antônio Barros, explica que, como o feijão não é uma commodity – mercadoria primária negociada em Bolsa – o valor de venda oscila bastante, deixando os agricultores desestimulados a plantar. “O preço do feijão fica dependendo da oferta local e nacional”, comenta.
 
Associado a isso, houve seca na Bahia e chuva em estados do Sudeste e Sul do País, como no Paraná, estados que têm uma parcela expressiva na produção do alimento. Na Bahia, as perdas da safra estão entre 90% e 100%. “A oferta no ano passado do feijão foi de 3,7 milhões de toneladas. Enquanto que, para este ano, já se espera uma redução de 3% neste número, o que corresponde a 120 mil toneladas”, diz. Segundo Barros, o quilo na Ceasa era vendido por R$ 2,30 em março do ano passado e, no mesmo mês deste ano, chegou a R$ 5,40.
 
Fonte: JC Online

Veja notícias

20
FEV

Milho e soja tem alta na primeira quinzena de fevereiro

19
FEV

Milho: Bolsa brasileira abre a semana com preços em alta

05
FEV

Ministra afirma que café será prioridade na agenda do Governo

15
JAN

Qualidade dos cafés brasileiros melhorou, diz pesquisa