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15
MAI
Para ministro, país deixa de exportar 15 mi de toneladas de milho sem MP

Nathalia Passarinho
G1

O ministro da Agricultura, Antônio Andrade, afirmou nesta terça-feira (14) que o Brasil deixará de exportar neste ano 15 milhões de toneladas de milho sem as mudanças no setor que serão implementadas pela MP dos Portos, que ainda não foi aprovada pelo Congresso Nacional. Nesta tarde, o governo tentará pela terceira vez aprovar na Câmara a medida provisória que estabelece um novo marco regulatório para o setor portuário brasileiro.

“É importante para o país votar a MP 595 [MP dos Portos]. Verifico hoje que se tivéssemos portos eficientes com custo barato teríamos condições de exportar 15 milhões de toneladas de milho a mais só esse ano. Tivemos uma safra maior esse ano, de 184 milhões de toneladas, e vão sobrar 15 milhões de toneladas”, afirmou o ministro após se reunir com o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves.

Filiado ao PMDB, partido que tem dado dificuldades ao governo na negociação da medida provisória, Antônio Andrade afirmou que o mais importante é aprovar a proposta, mesmo que o texto final contrarie o governo.

“Temos que fazer todo o esforço para votar a MP. O interessante é votarmos da forma como ela veio do Planalto, mas se não é possível, vamos votar com as emendas, mas vamos aprovar medida provisória. Temos que aprovar a MP”, disse.

O governo não concorda com uma emenda aglutinativa assinada pelo PMDB que altera vários pontos do texto original. A emenda reúne propostas do PMDB e de outros partidos, entre os quais PSDB e PSB. Se aprovada a emenda, todas essas propostas passam a valer, o que configura um novo texto. Restaria à presidente Dilma Rousseff a opção de vetar as alterações feitas.

Depois de não conseguir quórum para votar a MP na noite desta segunda (13), o governo tenta um acordo para evitar que partidos da base aliada, como o PMDB e o PP, obstruam a votação. A medida provisória perde a validade na próxima quinta (16). Depois de passar pela Câmara, o texto ainda precisará ser votado no Senado. Para que seja respeitado o prazo de tramitação, é necessário que a proposta seja aprovada até a meia-noite desta terça (14) na Câmara.

Nesta quinta (13), terminou sem acordo uma reunião de mais de quatro horas entre partidos da base aliada, a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e o ministro da Secretaria dos Portos, Leônidas Cristino. Deputados da base aliada deixaram o encontro insatisfeitos e acusam o governo de querer negociar sem disposição de ceder.

Segundo o líder do PSB, Beto Albuquerque (RS), o Planalto entrou nas negociações como quem "entra num matadouro". "As propostas divergentes têm que ser ouvidas. O toma-lá-dá-cá e o tudo ou nada não funcionam. O governo diz que quer aprovar, mas diz que quer só de um jeito. Como é que você entra numa negociação como se entra num matadouro? ", disse.

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