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19
MAR
Colheita da soja avança no país, aumentando pressão nos portos

Gustavo Bonato
Reuters

A colheita de soja do Brasil ultrapassou na última semana os 50 por cento da área plantada, num ritmo semelhante ao verificado no ano passado, apontaram consultorias nesta segunda-feira, aumentando a pressão de escoamento nos portos.

A AgRural estimou que a colheita avançou para 54 por cento da área do país, contra 46 por cento uma semana atrás e ante 55 por cento no mesmo período em 2012.

Já a Clarivi estimou a colheita em 57,8 por cento da área do centro-sul do país, contra 46,4 por cento uma semana antes e 53,5 por cento na mesma altura do ano anterior.

Apesar de um percentual semelhante na colheita das duas safras, a atual temporada é muito maior em números absolutos. A área plantada cresceu 2,6 milhões de hectares e o volume colhido da oleaginosa deverá aumentar em 15,7 milhões de toneladas, segundo as estimativas mais recentes do governo federal.

"Os portos estão trabalhando acima de sua capacidade operacional, fato que tem atrasado o descarregamento dos grãos e ocasionando, consequentemente, elevações nos custos de transporte", destacou a Clarivi, em nota.

O Brasil, um líderes na produção global de soja, tornou-se neste início do ano uma das poucas fontes do produto, uma vez que os estoques norte-americanos foram praticamente esgotados nos últimos meses, em meio a uma grande procura dos compradores e uma quebra de safra nos EUA.

A Abiove, a associação que representa as grandes empresas de esmagamento e exportação de soja, avalia que haverá volume e movimentação de soja nos 12 meses do ano-safra.

"Vai ser um sofrimento. Temos dificuldades estruturais que são conhecidas, e neste ano o Brasil vai testar o seu sistema de logística como um todo: porto, armazenagem, que também é carente... Está faltando caminhão. É uma conjuntura bastante difícil", avaliou o secretário-geral da Associação Brasileira das Indústrias Óleos Vegetais (Abiove), Fábio Trigueirinho.

Segundo dados da Williams para a primeira quinzena de março, havia 27 navios esperando para embarcar milho, soja e derivados no porto de Santos (SP) e impressionantes 106 navios em Paranaguá (PR).

Há navios, por exemplo, que entraram na fila em Paranaguá em 7 de março e só serão liberados em 2 de maio.

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