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13
NOV
CBOT: Grãos fecham o dia com forte queda; soja perde quase 50 pts

Carla Mendes
Notícias Agrícolas

Os futuros da soja despencaram na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira (12) e fecharam o pregão perdendo mais de 40 pontos nos principais vencimentos. O mercado operou durante toda a sessão sob a influência de forte pressão negativa. O milho e o trigo também ficaram no vermelho, perdendo quase 30 pontos.

O principal motivo para a expressiva queda registrada nesse pregão ainda é o reajuste feito pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em sua estimativa feita para a safra 2012/13 de soja dos EUA, passando de 77,84 para 80,66 milhões de toneladas.

O mercado e os investidores já vinham esperando por um aumento no volume a ser colhido, entretanto, a projeção ficou muito acima do esperado e por isso ainda exerce forte pressão sobre as cotações. Porém, há ainda os analistas que acreditem que mesmo com esse incremento na oferta, o quadro ainda é bastante ajustado, haja vista que a demanda segue muito aquecida e deve permanecer assim, o que poderia dar alguma sustentação aos preços.

Completando o quadro negativo, há ainda a melhora climática na América do Sul. O plantio da soja evoluiu nas principais regiões produtoras depois de as condições climátivas terem se mostrado mais favoráveis, principalmente em função de uma regularidade das chuvas.

Segundo Carlos Cogo, consultor de mercado da Consultoria Agroeconômica, o cenário de pressão nas cotações deve continuar e a direção do mercado só poderia mudar efetivamente caso houvesse algum problema concreto na América do Sul, capaz de ameaçar o potencial de uma safra cheia principalmente no Brasil e na Argentina.

"O mercado só muda de direção agora se houver um problema concreto na América do Sul, principalmente no Brasil e na Argentina. No caso do Paraguai, a situação é completamente normal, a área está toda plantada dentro e a expectativa é de safra recorde. No Brasil, o plantio está atrasado, com algo entre 53 e 54% concluídos, com chances de evoluir bem em novembro, e isso vai ser baixista pro mercado se acontecer", diz Cogo.

O maior problema, no entanto, está na Argentina. De acordo com o consultor, em função do excesso de chuvas o plantio da soja está bem atrasado nas principais regiões produtoras de Buenos Aires e apenas 11% da área projetada está semeada.

Porém, esse cenário deverá mudar nas próximas semanas, ainda esse mês as chuvas devem recuar, permitindo um bom avanço dos trabalhos de campo para que o plantio seja enfim concluído.

"Dentro do mercado climático, se isso se confirmar, vai reforçar uma tensão baixista no mercado e mostrar números novos nos Estados Unidos. Porém, isso ainda não está precificado. Qualquer problema na América do Sul vai pesar a favor da alta do preço, já uma situação de normalidade vai pesar a favor de uma pressão de baixa ainda mais intensa", explica Carlos Cogo.  

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