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27
OUT
Milho: Expectativas e tendências para a safra 12/13 na América do Sul

Ana Paula Pereira
Notícias Agrícolas

Depois da quebra na produção norte-americana de milho superior a 100 milhões de toneladas, o mercado de commodities agora volta sua atenção à produção da América do Sul. De acordo com dados da Secretária de Comércio Exterior (Secex), as exportações brasileiras do cereal já bateram recorde em 2012, antes mesmo do fim do ano, chegando 11,87 milhões de toneladas, atrás somente dos EUA e Argentina. Segundo analistas, as exportações de milho podem chegar a 20 milhões de toneladas até fevereiro de 2013.

Estimativa da Safras & Mercado divulgada neste mês afirma que a área plantada com milho verão deve recuar 15,4% no Brasil, para 5,012 milhões de hectares. Para a safrinha, a redução na área do cereal deve ser de 9,3%, totalizando 6,313 milhões de toneladas. A área total destinada ao cultivo de milho no Brasil chegaria 13,18 milhões de hectares, recuo de 11,1% em relação ao plantio 11/12.

Já a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em sua primeira estimativa para a temporada prevê entre 7,04 e 7,25 milhões de hectares plantados com milho verão - redução entre 4% e 6,8% - e 7,59 milhões de hectares cultivados na segunda safra, similar a safra 2011/12. A área total de acordo com o órgão oscilaria entre 14,64 e 14,85 milhões de hectares, o que representa queda de entre 2% e 3,4% em relação ao cultivo da última temporada.

No entanto, essas previsões podem ser alteradas pelo curso do clima em importantes regiões produtoras brasileiras. O atraso nas chuvas no centro-oeste deve ocasionar o plantio da safrinha fora da janela ideal, diminuindo a produtividade das lavouras, além de menores investimentos em tecnologias e redução na área plantada.

No Rio Grande do Sul, produtores adiantaram plantio do milho primeira safra em função de previsões de menor umidade nos meses de janeiro e fevereiro. De acordo com o gerente técnico da Emater RS, Dulphe Machado Neto, o plantio já foi realizado em 62% dos 1,056 milhão de hectares a serem destinados ao cereal. A área é 6% menor em relação ao cultivo 11/12 devido à concorrência com a soja no Estado. Algumas regiões ainda foram atingidas por uma geada tardia no mês de setembro, levando ao replantio do cereal.

Goiás é um dos estados com menor índice de evolução da safra, com até 5% da área plantada, enquanto ano passado índice era de 29%, comprometendo plantio da safrinha. De acordo com o assessor técnico da Faeg, Leonardo Machado, grande parte dos produtores já havia adquirido sementes e fertilizantes para plantio do milho, que precisaria acontecer até fim de fevereiro. No entanto, semeadura somente será possível se lavouras com soja forem plantadas até o final de outubro.

O cereal enfrenta ainda nesta temporada a forte concorrência com a soja. Estimativa do Conselho Internacional de Grãos (IGC) divulgada nesta sexta-feira (26) aumenta em 7% a área destinada à soja no Brasil, com produção de 80,5 milhões de toneladas. Já para a safra global de milho, o Conselho prevê redução de 3 milhões de toneladas, passando para 830 milhões, refletindo menores previsões para os Estados Unidos e Ucrânia.

De acordo com reportagem divulgada nesta sexta-feira (26) no jornal Folha de S.Paulo, a situação na Argentina para o milho também não é favorável, pois o excesso de chuvas e atraso do plantio deve ocasionar quebra na produtividade. Agravando ainda mais o cenário mundial para o milho.

No entanto, segundo o consultor de mercado da Agripac, Pablo Adreani, a situação no país vizinho não é tão pessimista. “Argentina vive a primavera mais chuvosa dos últimos 20 anos. Precipitações têm atrasado levemente o plantio do milho, mas oferecem condições ideais para desenvolvimento da planta e, consequentemente, boa produtividade”, explica. A Argentina deve produzir 30 milhões de toneladas de milho nesta temporada.

De uma forma ou de outra, após perdas nas produções da Europa e EUA, a safra sul-americana será responsável por abastecer o mercado mundial pelos próximos meses. 

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