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Produtores de café seguram a safra à espera de aumento dos preços

Globo Rural

O preço do café conilon está bom, mas os produtores acreditam que pode melhorar. Sem dívidas para pagar, boa parte da safra está estocada nos armazéns.

O Espírito Santo bateu recorde na produção cafeeira. Mesmo com um grande volume do grão no mercado, o preço do café conilon está registrando aumento ao longo dos meses.

Na cooperativa de café em São Gabriel da Palha, no noroeste do estado, a saca do grão era vendida por R$ 258 no inicio do ano. No período da colheita, o valor caiu para R$ 240. O preço voltou a subir em setembro e em outubro chegou à média de R$ 270. A recuperação é resultado da melhora da qualidade do grão e do crescimento do consumo.

Muitos produtores venderam até agora apenas o necessário para pagar os financiamentos da safra. Mesmo com o preço considerado bom, eles preferem segurar a venda porque esperam uma reação ainda maior do mercado.

O agricultor Daniel Jacobsen colheu neste ano duas mil sacas. Houve aumento de 20% em relação ao ano passado. O produtor ainda tem metade da produção guardada no armazém da cooperativa.

A maior cooperativa de café do Espírito Santo recebeu quase um milhão de sacas. Diferentemente dos anos anteriores, os armazéns continuam cheios. Só a metade da produção foi comercializada. Com o bom preço do café nos últimos anos, os produtores não acumularam dívidas e podem deixar o grão estocado.

O agricultor Argeu Herbert Filho colheu 450 sacas de conilon, com aumento de 20% que na safra passada. O produtor, que ainda tem 230 sacas armazenadas, espera o preço subir. “Vendi uma parte e a outra parte ainda está guardada”, diz.

Mas a situação não é tão boa em Minas Gerais. Os cafeicultores também estão segurando a safra nos armazéns, mas porque acreditam que o preço ainda não chegou a um valor que remunere bem a produção.

Este ano, no sul do estado, maior produtor nacional do grão, foram colhidos aproximadamente 13 milhões de sacas. Mas o produtor não está satisfeito. Em janeiro, a saca foi negociada por uma média de R$ 480. Quando a colheita começou, em abril, ficou em torno de R$ 370. Houve reação em julho. Em agosto, no fim da safra, caiu novamente. E começou outubro valendo pouco acima de R$ 400. Com o mercado instável, muitos agricultores têm optado por segurar o café.

Das 2,2 mil sacas colhidas pelo agricultor Maicon dos Santos, apenas 200 foram vendidas. O restante está estocado. Essa foi a maneira encontrada pelo produtor para não ficar no prejuízo.

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