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09
OUT
Pesquisadores da USP testam veículos aéreos não tripulados na agricultura

Juliana Malacarne
Globo Rural

Pulverizar a lavoura para o controle de pragas sem afetar as áreas em volta é um problema para a maioria dos produtores. A solução pode estar no artigo “O uso de veículos aéreos não tripulados e redes de sensores sem fio em aplicações agrícolas” escrito e apresentado pelo mestrando Fausto Guzzo da Costa do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos. Fausto é orientado pelo professor Jó Ueyama e juntos sugerem que uma forma possível de acabar com o problema é a integração das tecnologias de VANTs e rede de sensores sem fio (RSSF) para pulverização de defensivos químicos na lavoura.

No mecanismo criado pelos pesquisadores, os sensores são dispostos ao longo da plantação demarcando a área em quadrados. Eles informam, através da tecnologia de comunicação sem fio Zigbee (similar ao Bluetooth, porém de longo alcance), a quantidade de defensivos químicos que cada local está recebendo. As informações obtidas são enviadas para os sensores localizados na borda da lavoura e coletadas pelo VANT.

Os VANTs, por sua vez, têm um sistema capaz de processar essas informações e alterar o trajeto de pulverização com base nelas. “Isso permite calcular a quantidade de defensivos químicos necessários com base na meteorologia do dia, velocidade e direção do vento. Por exemplo, se o vento estiver forte em uma determinada direção pode-se identificar que uma parte do solo está recebendo mais defensivos e ajustar a sua rota”, explica Ueyama.

Os veículos podem funcionar com um controle remoto e também é possível programá-los e ativá-los através de um computador. Comparado com o método tradicional esse novo sistema não precisa que um funcionário fique na plantação sinalizando o momento em que a pulverização deve parar. Ele também assegura que as áreas localizadas ao redor da lavoura não recebam defensivos químicos, impedindo que córregos e reservas naturais sejam acidentalmente atingidos pelo defensivo. “No futuro, pretendemos desenvolver uma união de mapas com sistemas GPS e o VANT. Por exemplo, mesmo que um piloto passando em cima de um rio queira aplicar os defensivos na área, o VANT utilizará seus dados de GPS e evitará tal ação de maneira automática”, afirma Guzzo.

Ainda não há previsão para que essa tecnologia chegue ao mercado, porém os pesquisadores estimam que ela será acessível até para o médio e pequeno produtor. O projeto está sendo desenvolvido em parceria com o INCT-SEC. Além de Costa e Ueyama, o professor Fernando Osório e o aluno de doutorado Gustavo Pessin, do ICMC; Torsten Braun, diretor do Instituto de Ciências Computacionais na Faculdade de Berna, Suíça; e a professora Patricia Vargas, da Escola de Matemática e Ciências de Computação da Universidade Heriot-Watt, da Escócia, são responsáveis pelo artigo.

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