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04
OUT
Veto à pulverização causaria R$ 5,9 bi de prejuízo, diz Aprosoja

Agência Estado

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Glauber Silveira, classificou como "irresponsável" a decisão do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) de restringir a pulverização aérea das lavouras com agrotóxicos que contenham os princípios ativos imidacloprido, clotianidina, fipronil e tiametoxam. Ao restringir a pulverização, o Ibama levou em conta o princípio de precaução e "os efeitos adversos a abelhas associados a agrotóxicos, observados em estudos científicos e em diversas partes do mundo".

Mesmo com a liberação parcial da pulverização aérea anunciada nesta quarta-feira (3/10) pelo governo - no caso de Mato Grosso será apenas uma aplicação entre 20 de novembro a 1º de janeiro - Silveira prevê problemas para o controle de pragas, principalmente percevejo, por causa da falta de agrotóxicos alternativos aos proibidos e da dificuldade para realizar o manejo com o uso de tratores. Ele lembra que dependendo das condições climáticas são feitas até quatro pulverizações nas lavouras, podendo se prolongar até fevereiro, quando se encerra a colheita em Mato Grosso.

Perdas

Cálculos feitos por uma consultoria contratada pela Aprosoja Brasil, que foram apresentados ao governo para tentar reverter a proibição, mostram que as perdas na produção de soja nesta safra poderiam atingir R$ 5,92 bilhões se fosse mantido o veto total. As projeções até a safra 2019/2020 são de perdas da ordem de R$ 26,7 bilhões.

A Aprosoja Brasil observa que os cálculos não consideram a agregação de valor de outros setores relacionados à cadeia da soja, como esmagamento, produção de ração e biodiesel, confinamento de gado, suínos e aves, e alimentação humana. O valor pode dobrar se for considerado o conjunto das cadeias, estima a Aprosoja. Silveira critica o fato de a decisão do Ibama ter sido anunciada em julho, às vésperas do início do plantio, quando os produtores já haviam programado suas compras dos defensivos (agrotóxicos), que seriam utilizados no controle de pragas nas lavouras de soja nesta safra.

EUA

Ele lembra que em função da frustração da safra norte-americana a área de soja no Brasil deve aumentar 3 milhões de hectares e, como a decisão de expansão por parte do agricultor ocorreu a partir de julho, o parque de máquinas agrícolas está subdimensionado para a realização do controle terrestre das pragas.

Pelos cálculos da Aprosoja será possível substituir até 20% da pulverização aérea por aplicação terrestre a cada ano, até 2020. Silveira relata que cerca de 27% do controle de percevejos da área de soja é efetuado por aplicação aérea. Silveira diz que não há como substituir, integralmente e de imediato, a aplicação aérea por terrestre. Ele calcula que levaria seis safras para que a indústria produzisse novos agrotóxicos e os agricultores adquirissem novos equipamentos de aplicação terrestre.

Silveira diz que sem as restrições à pulverização a produção era inicialmente estimada em 88 milhões de toneladas de soja na safra atual e 124 milhões de toneladas em 2019/2020. Segundo ele, os cálculos considerando a restrição total eram de perdas de 4,287 milhões de toneladas de soja na safra 2012/2013. Para as próximas seis safras, até 2020, a estimativa é de perda de 25,3 milhões de toneladas.  

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