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19
FEV
Milho: Bolsa brasileira abre a semana com preços em alta

Nesta segunda-feira (18) a bolsa brasileira opera com os preços do milho apresentando tendência de alta. As principais cotações registravam valorizações entre 0,28% e 1,25% por volta das 12h03 (horário de Brasília). O vencimento março/19 era cotado a R$ 41,87, o maio/19 valia R$ 39,79 e o julho/19 era negociado por R$ 36,00.

Segundo a XP Investimentos, a firmeza do dólar pode manter as cotações do milho sustentadas neste início de semana. Nos dias anteriores, as chuvas trouxeram algum alívio pelo lado do clima, mas os compradores continuaram com alguma dificuldade de abastecimento.

A Brandalizze Consulting aponta que as negociações devem seguir fluindo nesta semana porque alguns consumidores devem se antecipar ao Carnaval que vem no começo de março e assim comprar nestes próximos dias para poder movimentar o milho antes do dia 10 de março para atender a demanda que está em crescimento.

Nos portos deveremos ter novos negócios para cobrir posições de embarques que seguirão fluindo em bom ritmo e com estabilidade nos indicativos nestes próximos dias. Os produtores dão sinais que continuarão segurando as ofertas a espera de melhores momentos a frente e assim indicam que entregarão contratos e segurarão o restante da colheita como grão a fixar ou armazenado, apostando em números maiores para negociar.

Já o CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), divulgou que compradores de milho vêm, aos poucos, retomando as negociações, visto que sinalizam ter estoques mais curtos para as próximas semanas. Já vendedores seguem retraídos, fundamentados na redução da oferta e em dificuldades logísticas – na semana passada, a Conab divulgou novos números para a temporada 2018/19 que reforçam a queda na produção da safra de verão e o aumento da estimativa de produção para a segunda safra.

Este cenário de demanda firme e retração vendedora têm mantido as cotações em alta. Conforme colaboradores do Cepea, os valores estão em elevação na maior parte das regiões brasileiras, exceto no Rio Grande do Sul, onde a safra de verão é mais representativa e a colheita vem ocorrendo de maneira satisfatória. Além da retração de produtores dos estados de São Paulo e Santa Catarina, produtores do Centro-Oeste, que vinham ofertando volumes maiores até as semanas anteriores, já têm limitado os lotes e/ou aumentado o valor de venda.

 

Fonte: Notícias Agrícolas 

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