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27
JUN
SIT amplia abrangência em prol da agropecuária de Minas

SIT (Semana de Integração Tecnológica) teve sua 11ª edição com maior alcance e estabelecimento de novas parcerias para o desenvolvimento da agropecuária em MG.

“Sempre pautada no diálogo, na troca de informações, a SIT foi inicialmente pensada para atender a região Central de Minas, mas este ano ganhou uma dimensão que abrange todo o estado e recebeu caravanas de diversos locais”, comenta Fredson Chaves, supervisor de Transferência de Tecnologias da Embrapa Milho e Sorgo e coordenador do evento.

Fredson ressalta a importância da cooperação entre instituições para realizar as atividades da Semana. “A cada ano, são construídas novas parcerias, para que as soluções tecnológicas cheguem aos produtores rurais e possam ser usadas em suas atividades agropecuárias.”

Para apresentar tecnologias diversificadas, a SIT conta com a cooperação de Unidades da Embrapa. Além da Embrapa Milho e Sorgo, também participam: Agrobiologia, Arroz e Feijão, Gado de Leite, Hortaliças, Informática Agropecuária, Solos e o Escritório de Inovação e Negócios de Sete Lagoas.

Durante cinco dias, mais de 3 mil pessoas participaram de uma programação diversificada que incluiu cinco seminários técnicos, 49 cursos, seis palestras, além de oficinas e dias de campo sobre assuntos variados. O tema geral deste ano foi “Diversificação e inovações para uma agropecuária sustentável”.

 

O chefe-geral da Embrapa Milho e Sorgo, Antônio Álvaro Purcino, afirma: “O evento tem tomado uma proporção muito grande. Já tivemos 20 mil visitantes nesses 11 anos. O foco é atender necessidades, demandas que os produtores colocam para a Embrapa. Se não tivermos a solução aqui na Unidade, buscamos onde houver, seja em outros centros da Embrapa ou nas universidades”.

Lançamentos

Na SIT foi lançada uma nova variedade de milheto desenvolvida pela Embrapa: a cultivar BRS 1502. “É uma variedade com alta capacidade de produção de massa, muita qualidade e rica em proteína. Por sua tolerância ao estresse hídrico, exige bem menos água para produzir. Também é uma ótima opção para produção de palhada no sistema de plantio direto”, destacou o pesquisador José Avelino Santos Rodrigues ao apresentar a BRS 1502.

O milheto tem grande variedade de usos. Além de ser utilizado como planta de cobertura do solo, é usado como forragem, como opção de pastagem para o gado e na produção de grãos para fabricar ração. Segundo José Avelino, no desenvolvimento da nova variedade buscou-se aliar altas produtividades de massa e de grãos, sanidade foliar e qualidade de forragem.

A Embrapa também lançou dois novos cursos a distância. O IrrigaWeb é uma capacitação online em uso e manejo de irrigação. O curso Agricultura de Baixo Carbono aborda as principais tecnologias do Plano ABC, que tem como objetivo reduzir as emissões de gases de efeito estufa por meio de sistemas de produção sustentáveis.

Houve ainda a apresentação da página temática da Embrapa sobre plantas daninhas, agora disponível no portal da Empresa. A página reúne informações para auxiliar o produtor na tomada de decisões, no manejo dessas espécies infestantes em diferentes culturas.

Startups no agronegócio

A evolução das chamadas agritechs ou startups ligadas ao agronegócio, uma das tendências no mercado global de tecnologia, foi o tema principal do seminário Agrolinked – Agronegócio Digital, evento realizado no último dia da SIT. “A tecnologia na agropecuária é uma das principais responsáveis por incrementos na produtividade. Atenta a essa tendência, a Embrapa vem atuando de forma estratégica por meio de observatórios, como o Agropensa”, disse Cleber Oliveira Soares, diretor-executivo de Inovação e Tecnologia da Empresa.

Segundo Cleber, a Embrapa investe em peso em novos negócios digitais. Exemplos são o desenvolvimento de projetos nas áreas de agricultura e pecuária de precisão, com o uso de sensores, sistemas GPS e visão computacional para redução de custos e melhoria do desempenho de lavouras; o uso de vants (veículos aéreos não tripulados); a integração com as agritechs ou empresas de tecnologia, com a promoção de hackatons e associações com startups; e o desenvolvimento de aplicativos para o meio rural.

Diversificação de conhecimento

O produtor de banana Veridiano Nunes Siqueira, de Joaíma (nordeste de Minas Gerais), participou pela primeira vez da SIT e destacou a oportunidade de acesso a conhecimentos em diferentes áreas da agricultura. “Não sabia que era tão bom assim. Como eu sou plantador de banana, já peguei muita experiência aqui. Hoje planto 10 hectares de banana. A gente exporta para o Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo e vendemos também para o interior, cidades próximas a Joaíma.”

Agricultores de várias cidades mineiras e também de outros estados puderam participar do seminário `Queijo minas artesanal e agregação de valor na pecuária leiteira´ apresentado pelo consultor Elmer Ferreira Luiz de Almeida, durante a SIT.

Em Minas Gerais, existem aproximadamente 30 mil produtores de queijos artesanais, que atuam em 503 municípios. Destes, nove mil são produtores de queijo minas artesanal de leite cru, que atuam em sete regiões produtoras caracterizadas: Araxá, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Serra do Salitre, Serro e Triângulo Mineiro. O restante está envolvido com a produção de requeijão e também de outros tipos de queijos.

“Por isso, a importância econômica e social deste segmento é muito grande”, ressaltou Elmer Almeida. “A grande maioria dos 30 mil produtores é pecuarista familiar, de pequena produção. Muitas vezes eles estão em uma região onde só o queijeiro vai, nem o caminhão graneleiro chega lá”, lembrou Almeida.

Fonte: agrolink.com.br

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