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Café: Bolsa de Nova York cai mais de 200 pts nesta 3ª feira e fica mais distante de US$ 1,50/lb

Notícias Agrícolas 

Os contratos futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) fecharam a sessão desta terça-feira (6) com queda de mais de 200 pontos ainda repercutindo a melhora nas condições climáticas das principais áreas produtoras do Brasil, fator que reduziu os temores com o desabastecimento do grão na próxima temporada, e o câmbio, que impacta diretamente nas exportações da commodity. Essa é a segunda queda consecutiva, mas o mercado dá continuidade às perdas acumuladas de mais de 7% da semana passada.

Com essa nova baixa, os preços externos do grão já estão mais distantes do patamar de US$ 1,50 por libra-peso. O contrato março/17 fechou a sessão de hoje cotado a 142,00 cents/lb com 250 pontos de queda, o maio/17 registrou 144,30 cents/lb com 255 pontos de desvalorização. Já o vencimento julho/17 anotou 146,45 cents/lb com 255 pontos de baixa e o setembro/17, mais distante, terminou o dia a 148,45 cents/lb também com 255 pontos de recuo.

"Mais um dia de queda nas cotações do café na Bolsa de Nova York. Durante o pregão, as cotações até chegaram a trabalhar no campo positivo mais como nos últimos dias não vemos suporte do lado comprados e, como verificado nos relatórios dos traders recentes, os fundos estão diminuindo as suas posições compradas", explica o analista de mercado da Origem Corretora, Anilton Machado.

Segundo informações reportadas ontem (5) pelo site internacional Agrimoney, os fundos já teriam cortado mais de 7,6 mil lotes de suas posições mais alongadas, registrando seu nível mais rápido desde o último maio. "A maior parte do movimento é técnico, mas o clima no Brasil está excelente, com boas chuvas, até mesmo nas áreas de robustas que foram, recentemente, castigadas pela seca", informou, em nota o Rabobank.

Além da atuação dos fundos de investimento no mercado, os fatores fundamentais têm sido chaves para a queda nos preços externos do café nos últimos dias. Os operadores repercutem a melhora no clima das principais origens produtoras do Brasil, maior produtor e exportador da commodity. Institutos meteorológicos ressaltam chuvas acima da média para o período em diversas localidades. A semana começa com chuvas fortes no Sul do Espírito Santo e Zona da Mata de Minas Gerais. Outras áreas recebem precipitações isoladas.

Com essa melhora climática, os temores com desabastecimento de café no mundo ficaram menores entre os operadores. No entanto, para o analista do Escritório Carvalhaes, Eduardo Carvalhaes, o Brasil pode enfrentar dificuldades na próxima safra. Dependendo da condição das chuvas, a produção será de ciclo baixo para o arábica e, para o conilon, deve ser bastante prejudicada. Os estoques do Governo Federal também devem chegar ao fim.

Na semana passada, a corretora Marex Spectron divulgou em relatório que prevê superávit global de 300 mil sacas de 60 kg na temporada 2016/17. "Nós incluímos a liberação de estoques pelo governo brasileiro no balanço, o que deixa um superávit mínimo", disse a Marex à agência de notícias Reuters.

O câmbio também exerceu pressão sobre as cotações durante boa parte desta terça, no entanto a moeda norte-americana encerrou o dia com queda de 0,37%, cotada a R$ 3,4166 na venda. As oscilações no dólar impactam diretamente nas exportações da commodity e consequentemente nos preços.

Mercado interno

Diante da forte queda nos preços externos do café nos últimos dias, os negócios nas principais praças de comercialização do Brasil estão paralisados. Segundo Carvalhaes, os cafeicultores não estão vendendo, dando indícios de que os negócios serão deixados para o próximo ano. O fator soma-se ainda à solavancos na economia e ameaças de importação de café, que complicam a situação dos produtores.

O café cereja descascado registrou maior valor de negociação no dia em Espírito Santo do Pinhal (SP) com negócios em R$ 600,00 a saca e alta queda de 6,25%. Foi a maior alta no dia dentre as praças de comercialização.

O tipo 4/5 anotou maior valor em Guaxupé (MG) com 581,00 a saca e queda de 0,85%. A maior variação no dia ocorreu em Franca (SP) com queda de 1,75% e saca a R$ 560,00.

O tipo 6 duro teve maior valor de negociação no dia em Patrocínio (MG) com R$ 550,00 a saca – estável. A maior oscilação no dia para o tipo ocorreu em Araguari (MG) com queda de 3,64% e saca a R$ 530,00.

Na segunda-feira (5), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 521,71 com queda de 1,22%.

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