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28
NOV
Preço do café de qualidade inferior dispara em Minas Gerais

Globo Rural 

O café rio, também conhecido como riado, disparou. A alta foi motivada pelo aumento da demanda por esse tipo de café arábica de qualidade mais baixa.

O produtor José Hamilton Pereira, de Elói Mendes, no sul de Minas Gerais, já vendeu todas as 200 sacas de café riado por R$ 450 cada. Ele comercializou por quase o dobro do valor que conseguiu na última safra. "A venda é realizada em torno de 25% a 40% de diferença de preço. Esse ano, ele chegou de 7% a 10%. Foi ano em que ele mais aproximou o café de bebida fraca do café bom”, compara.

O preço do café varia de acordo com a classificação que vai desde bebida mole, que é um café de alta qualidade, até o café conhecido como rio, de qualidade bem inferior. Os grãos não têm diferença. Mas, um bom entendedor reconhece o café rio pelo cheiro e pelo sabor na hora da prova.

"O café rio já se apresenta como um café, digamos, para fácil entendimento, com até mesmo gosto de remédio, gosto químico”, diz o degustador Nilson Severiano.

O café riado está sendo usado pelas torrefadoras para compor a mistura com o arábica no lugar do café conilon. O café conilon, que sai do Espírito Santo, maior produtor do país, está em falta. Por causa da seca, a produção despencou no estado.

Como a produção de café riado no sul de Minas é pequena, a alta procura fez o preço subir. Na cooperativa de Varginha foram depositadas um milhão de sacas, apenas 50 mil são de café rio.

"A gente vendeu o café de bebida rio essa semana mais caro que o café de bebida dura no começo da safra, ou seja, acima dos R$ 500. Eu não me lembro disso ter acontecido no passado recente”, explica o corretor de café Felipe Alvarenga.

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