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29
MAR
Incremento na produção de feijão em Mato Grosso

Cultivado em mais de 100 países, sendo que 63% da produção mundial é obtida em apenas cinco, tendo o Brasil como maior produtor e consumidor, a cultura do feijão ainda tem muito a ser desenvolvida. De acordo o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Carlos Magri Ferreira, apenas 8% a 10% da produção mundial destina-se à exportação.

A quantidade importada pelo Brasil varia em função dos resultados das safras. Nos últimos anos foram importadas, em média, cerca de 100 mil toneladas.Da quantidade importada, a maior parte é de feijão preto, seguido pelo feijão de cores e menos que 1% é de outros tipos de feijões. Os principais países exportadores para o Brasil são Argentina, Chile, Estados Unidos e Bolívia. Em Mato Grosso a cultura do feijoeiro comum ocupa uma área de 50 mil hectares, sendo que a agricultura familiar participa com 15% da produção.

De acordo com o pesquisador da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Valter Martins de Almeida, é fundamental que o produtor avalie os resultados da produção, acompanhando a produtividade, qualidade culinária, resistência às doenças, arquitetura de plantas, ciclo vegetativo, época de semeadura, entre outros. As cultivares utilizadas são BRS Valente, Grafite, Campeiro, Esplendor, Estilo, Requinte, Pérola, Portal, Agreste, Marfim, Radiante, Pitanga, Executivo, Embaixador, 7762 Supremo e Jalo.A partir de um trabalho de integração da Embrapa, Empaer e secretarias municipais de agricultura, está sendo reforçado o cultivo do feijão na agricultura familiar em Mato Grosso.

A previsão é de que sejam instadas unidades de feijoeiro comum até o final de março, em 15 municípios, disponibilizando para a semeadura 16 cultivares de feijão dos grupos comerciais preto, carioca, mulatinho, roxinho, exportação e jalo. Todas as cultivares são oriundas da Embrapa. Em Colniza, os testes já estão sendo feitos com as cultivares de feijoeiro Pérola, BRS Estilo e Valente.De acordo com informações da Empaer, os produtores de Colniza estão produzindo feijão para subsistência e comercializando o excedente no comércio local e para Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Com o teste de novas cultivares se mostrando positivo há 4 anos, houve um aumento na produção de 20%, e a área plantada já atinge os 200 hectares. Nos 15 municípios que integram o projeto, serão utilizados 400 quilos de sementes na implantação das unidades e os produtores vão receber orientações sobre época de plantio, espaçamento, tratamento de sementes, controle de pragas e doenças, entre outras.

No Brasil, a oferta de feijão ocorre na primeira safra, principalmente nas regiões Sul e Sudeste e na região de Irecê, na Bahia, cuja colheita está concentrada nos meses de dezembro a março. A colheita da segunda safra ocorre entre os meses de abril e julho e a terceira safra, em que predomina o cultivo de feijão irrigado, está concentrada nos Estados de Minas Gerais, São Paulo, Goiás/Distrito Federal e oeste da Bahia, sendo ofertada entre julho e outubro.

Fonte: Gazeta Digital

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