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12
MAI
Produtores de sete cidades criam Associação dos Cafés Vulcânicos

G1 Sul de Minas

Para buscar um selo de qualidade, 30 produtores de cafés de sete municípios que fazem parte do planalto de Poços de Caldas (MG) se uniram em uma associação chamada ‘Cafés Vulcânicos’. A ideia é valorizar o café cultivado em lavouras que tem o solo de origem vulcânica, característico da região.

Uma fazenda no município de Botelhos (MG) tem 80 mil pés, mas só 20% da produção fica no Brasil. Os outros 80% são exportados. Os grãos são vendidos para uma das maiores indústrias de café no mundo. Na Suíça, ele vai parar em cápsulas. “É gratificante ver o trabalho da gente chegar em outros locais”, diz o produtor Marcos Gonçalves.

Ao todo, a área de plantio abrange 800 km com solo de formação vulcânica. Agora o grupo está atrás do registro de indicação geográfica, que serve para identificar a origem de produtos ou serviços quando o local ficou muito conhecido ou quando alguma característica está muito ligada ao seu local de origem. No Brasil, o registro de indicação geográfica é feito pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial.

Para os cafeicultores do planalto de Poços de Caldas, o selo de identificação geográfica pode ajudar a diferenciar o café no mercado com grãos ainda mais valorizados. A gerente de comunicação Raquel Viana Muniz trabalha em uma torrefadora e está animada com a possibilidade do café produzido na região ganhar esse reconhecimento.

“É bom porque a cidade fica reconhecida mundialmente pela qualidade do café. Agora temos que unir forças para a região e ganhar competitividade”, comentou Raquel.

Recentemente, a Associação Cafés Vulcânicos recebeu a visita do superintendente da Fundação dos Cafeicultores do Cerrado Mineiro, Juliano Tarabal. A região onde ele atua já tem o registro de indicação geográfica. “Esta é uma grande estratégia de desenvolvimento territorial. Com ela, geramos possibilidades”, comentou.

A palestra feita por ele deu ânimo a quem já cultiva o café com paladar diferenciado, como é caso de Marcos Sanches, presidente da Cafés Vulcânicos. “Isso vai nos ajudar a agregar valor e promover uma melhor condição ao café e aos produtores”, salientou. 

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