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15
ABR
Com US$ 6 bi em exportações, café tem participação crescente na balança comercial brasileira

CNA

Cerca de 300 mil famílias estão envolvidas na cultura de café no Brasil que, a cada ano, cooperam para a constante evolução dos indicadores econômicos e agronômicos desta atividade agrícola. O país se consagra como o maior produtor do mundo e com ampla capacidade de honrar contratos internos e externos de comercialização do grão.

Nesta quinta-feira (14/04), se comemora o Dia Mundial do Café e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), as federações da agricultura e pecuária e sindicatos de produtores rurais parabenizam a todos os cafeicultores pela qualidade e tradição dadas ao produto brasileiro.

Em 2015, de acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a exportação do produto obteve um desempenho 1,3% superior em comparação a 2014 e apresentou saldo positivo na balança comercial brasileira de US$ 6,051 bilhões. Ainda no ano passado, o país produziu 43,2 milhões de sacas (60 Kg), mesmo em condições climáticas adversas. O estado de Minas Gerais responde por mais de 50% do café produzido no país, contribuindo com 22,7 milhões de sacas. Em segundo lugar, o estado do Espírito Santo, com 11,4 milhões, segue-se São Paulo, com 4 milhões, Bahia, 2,3 milhões, e Paraná, com 1,2 milhões de sacas.

O café é subdividido em duas espécies distintas de importância comercial no mundo: arábica e conilon. O Brasil produz e exporta as duas espécies do grão, sendo que a produção do conilon prevalece nos estados do Espírito Santo, Rondônia e Bahia, e a produção do arábica em Minas Gerais, São Paulo e Paraná.

O Brasil exporta para 67% dos países reconhecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). No ano passado, os principais compradores foram os Estados Unidos, com 7,8 milhões de sacas (21% de participação), Alemanha com 6,5 milhões (18%), Itália com 3 milhões (8%), Japão com 2,4 milhões (6%) e Bélgica com 2,2 milhões de sacas (6%). Estes países representam em juntos 60% do volume total embarcado.

Defesa do cafeicultor - A Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) trabalha para defender os interesses do cafeicultor brasileiro, especialmente diante os órgãos públicos, em todas as esferas do poder, incluindo o governo federal. As ações conduzidas são de caráter multidisciplinar, principalmente a elaboração e implementação de políticas públicas, de acordo com as prioridades do setor produtivo.

Para o presidente da Comissão, Breno Pereira de Mesquita, as exportações impactam na melhoria do café brasileiro. “Em 2015, o Brasil exportou praticamente 37 milhões de sacas, volume recorde de toda a história do País. A conquista do mercado internacional aumenta a competitividade do café brasileiro e incentiva o cafeicultor a investir em melhorias na lavoura, na qualidade do seu café e na busca por novos mercados e compradores. Se conseguirmos evoluir a cada dia, teremos maior qualidade de vida no campo”, afirma Mesquita.

Conheça abaixo histórias de produtores de café dos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Bahia. Os textos foram produzidos em colaboração com as Assessorias de Comunicação das Federações da Agricultura e Pecuária dos respectivos estados.                                                                            

Minas Gerais

Há sete anos, a nutricionista Simone Sampaio decidiu buscar novos rumos em sua vida. Escolheu a cafeicultura, seguindo os passos de seu pai. Logo na primeira pequena safra colhida em Araponga (MG), ainda em 2012, enviou para análise uma amostra de seu café arábica, variedades catuaí e catiguá. O resultado foi muito bom. Naquele mesmo ano, já veio o primeiro prêmio e a decisão em investir fortemente em um produto diferenciado, com certificação, sustentabilidade e alta qualidade.

Junto com o marido João, engenheiro de alimentos e mestre em biotecnologia, buscou ainda mais capacitação, nos cursos do SENAR Minas e no programa de gestão Café+Forte, desenvolvido pela FAEMG. Refinaram processos, do cultivo à secagem e armazenamento, classificando os microlotes com base na qualidade alcançada. “Cresci vendo meu pai trabalhar seu café commodity, ano após ano, sem qualquer inovação. Vimos a oportunidade e apostamos na agregação de valor em nossa produção. Encontramos um mercado muito interessante e compensador”, diz Simone.

Dos iniciais cinco mil pés que plantaram, hoje são 55 mil, produzindo anualmente cerca de 500 sacas. A maior parte destina-se à exportação, negociada em leilões internacionais e em negociações diretas com coffee hunters (caçadores de cafés de qualidade), de diversos países. As premiações só foram se multiplicando. Somente na última safra - a quarta colhida -, foram oito relevantes prêmios de qualidade.

Para a premiada produtora, o segredo do sucesso é misto de dedicação, capacitação contínua e coragem para inovar sempre: “Não usamos agrotóxicos, fazemos fertirrigação com a água utilizada no processamento do café. Sempre buscamos novas tecnologias, novas mudas e variedades para aprimorar ainda mais”, destaca.

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